Santa VitóriaMG
21.745 habitantes · IBGE 3159803
Resumo socioambiental
Santa Vitória/MG apresenta em 2022 cobertura de água de 77,1%, próxima da mediana nacional (76,5%) mas abaixo da média mineira (84,3%), com tendência de queda consistente desde 2009, quando o índice chegava a 98,1%. A perda de água na distribuição segue trajetória oposta e preocupante: saltou de 15,9% em 2008 para 23,2% em 2022 (+45,3% no período), o que ajuda a explicar a erosão da cobertura, embora o município ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (35,0%). Já a coleta de esgoto é um ponto forte, com 98,1% em 2021, bem acima da mediana do país (87,8%) e do estado (85,0%) — porém esse resultado é neutralizado pela ausência total de tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2009, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a mineira 44,5%. Esse descompasso entre coleta e tratamento indica que praticamente todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, representando passivo ambiental relevante e risco sanitário para corpos hídricos locais.
No manejo de resíduos sólidos, o município evoluiu: domicílios com coleta chegaram a 88,2% em 2022 (alta de 6,8 p.p. desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), e a destinação inadequada caiu de 17,5% para 7,8% no mesmo período, embora ainda ligeiramente acima do percentual de Minas Gerais (7,4%). Essa melhora na gestão de resíduos, contudo, não se refletiu nas emissões: as emissões de resíduos cresceram 42,6% entre 2010 e 2024, atingindo 12.040 tCO₂e, quase o dobro da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo aumento de volume gerado ou decomposição em disposição final ainda não totalmente adequada.
No balanço de emissões totais de GEE, Santa Vitória registrou 1.283.304 tCO₂e em 2024, com queda de 11,1% frente a 2010, mas em patamar muito superior à mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 92 do país — reflexo de sua matriz energética e da presença de importante capacidade hidráulica instalada (855 MW, percentil 97) e de biomassa (96 MW, percentil 93), fontes que, apesar de renováveis, estão associadas a impactos territoriais relevantes. As emissões de energia caíram 46,8% desde 2010, mas ainda superam a mediana nacional (71.626 tCO₂e ante 18.929 tCO₂e), indicando espaço para eficiência energética.
Em síntese, o município combina infraestrutura de coleta de esgoto e resíduos acima da média nacional com dois gargalos estruturais: ausência de tratamento de esgoto e perdas crescentes de água tratada, ambos com potencial de agravar passivos ambientais e custos operacionais. A escala das emissões de GEE, embora em recuo desde 2010, mantém Santa Vitória entre os municípios de maior pegada carbônica do país, justificando prioridade em investimentos de tratamento de esgoto e controle de perdas hídricas como agenda imediata de gestão.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
79.4%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
81.6%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
50.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
21.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2025
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
952 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
855 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.283.304 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
12.040 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
71.626 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
