Santana da VargemMG
6.781 habitantes · IBGE 3158300
Resumo socioambiental
Santana da Vargem apresenta em 2024 uma cobertura de água de 77,3%, acima da mediana nacional (73,2%) mas ainda abaixo da média mineira (83,3%), posicionando o município no percentil 56. O indicador chama atenção pela oscilação recente: após anos estáveis em torno de 73%, houve queda para 70,0% em 2023 e recuperação abrupta no ano seguinte, sugerindo mudança na base cadastral de atendimento ou ajuste operacional, não necessariamente expansão real da rede. As perdas de água, de 17,1%, são bem inferiores à mediana nacional (29,1%) e à mineira (35,8%), colocando o município entre os mais eficientes do país (percentil 17), o que é positivo mesmo considerando o aumento de 28,1% em relação a anos anteriores.
O saneamento de esgoto mostra sinal de alerta: a coleta caiu de 100% (padrão histórico até 2021) para 76,3% em 2024, uma retração de 23,7%, embora ainda supere a mediana nacional (59,9%). O tratamento, por sua vez, está em 70,1%, patamar bem acima da mediana do país (33,3%) e da UF (44,6%), posicionando o município no percentil 76 — um resultado positivo que contrasta com a queda na coleta, indicando possível problema de manutenção ou reclassificação de domicílios atendidos, e não necessariamente perda de capacidade de tratamento. Essa combinação sugere a necessidade de investigar por que menos esgoto está sendo coletado, mesmo com estrutura de tratamento relativamente robusta (1 ETE, igual à mediana nacional). Do lado dos domicílios, o quadro é coerente: a destino inadequado de resíduos caiu de 22,6% (2010) para 11,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), e a coleta domiciliar subiu para 83,9%, superando a mediana do país, embora ainda distante da média mineira.
O ponto mais crítico do dossiê é a trajetória de emissões de GEE, que mais que dobrou entre 2010 e 2024 (+104,3%), atingindo 278.176 tCO₂e, valor duas vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O principal motor é o setor de energia, que saltou 185,1% no período e chegou a 261.648 tCO₂e, correspondendo a 94% do total emitido e colocando o município no percentil 92 nacional — um patamar excepcionalmente alto para o porte populacional (~6.781 habitantes), provavelmente associado a atividade industrial ou geração termelétrica local. Em contraste, as emissões de resíduos, de 4.069 tCO₂e, ficam abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), refletindo positivamente a melhoria no manejo de destino domiciliar observada no Censo.
Por fim, a geração hidráulica instalada é marginal (30 kW), muito aquém da mediana nacional (10 MW), evidenciando baixa relevância do município na matriz de energia renovável local. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados (2016), o que não permite avaliar risco hidroclimático recente. Em síntese, o município exibe avanços consistentes em saneamento básico e eficiência hídrica, mas enfrenta um desafio ambiental concentrado no setor energético, cujo cresc
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Gestão e infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
77.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
76.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
70.1%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
83.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
30 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
30 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
278.176 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.069 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
261.648 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
