Santana de CataguasesMG
3.553 habitantes · IBGE 3158409
Resumo socioambiental
Santana de Cataguases apresenta um quadro socioambiental misto, com pontos fortes em coleta de esgoto, mas lacunas críticas no tratamento desse esgoto e na cobertura de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e a média mineira (85,0%), colocando o município no percentil 100. Contudo, essa coleta não se traduz em benefício ambiental efetivo, já que o tratamento de esgoto permanece em 0,0% desde pelo menos 2016, abaixo da mediana nacional (37,7%) e do desempenho de MG (44,5%) — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que representa o principal passivo ambiental do município.
A cobertura de água mostra recuperação recente, atingindo 80,8% em 2022 (percentil 57), após anos de estagnação em torno de 75-80% na última década. A perda de água no sistema também melhorou, caindo para 23,5% em 2022, abaixo da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (35,0%), indicando gestão relativamente eficiente da rede, apesar de oscilações históricas expressivas. Por outro lado, os dados censitários revelam contradição preocupante: os domicílios com coleta de resíduos caíram de 80,6% (2010) para 63,4% (2022), abaixo da mediana nacional e do percentil 30, enquanto o destino inadequado de resíduos, embora tenha reduzido de 19,4% para 10,0% no mesmo período, ainda supera o desempenho médio de Minas Gerais (7,4%).
Nas emissões de GEE, o município mantém volumes baixos em termos absolutos (32.772 tCO₂e em 2024, percentil 13 nacional), mas com trajetória de alta de +28,6% desde 2010. As emissões de resíduos cresceram +23,6% no período, movimento coerente com a queda na cobertura domiciliar de coleta, sugerindo que resíduos não coletados adequadamente podem estar sendo descartados de forma a gerar mais emissões. As emissões de energia também subiram (+21,0%), embora seu peso relativo nacional seja pequeno (percentil 5).
Em síntese, o principal desafio de gestão é equacionar a ausência total de tratamento de esgoto, que compromete os ganhos obtidos na cobertura de coleta, e reverter a queda na cobertura domiciliar de resíduos, que pressiona as emissões do setor. A situação hídrica é estável, sem registros de seca em 2016 e apenas um registro de cheia no mesmo ano, mas os investimentos futuros devem priorizar estações de tratamento de esgoto e reforço na gestão de resíduos sólidos para consolidar os avanços recentes em água e reduzir riscos ambientais crescentes.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
84.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
79.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
26.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
63.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
10.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
32.772 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.908 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.651 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
