Santana de MangueiraPB

5.106 habitantes · IBGE 2513505

IA

Resumo socioambiental

Santana de Mangueira/PB apresenta um quadro de saneamento básico crítico, aquém dos padrões nacionais e estaduais. A cobertura de água atingiu 59,0% em 2022, com evolução positiva de +26,3% desde 2008, mas ainda bem abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média da Paraíba (77,2%), posicionando o município no percentil 29. Mais preocupante é a perda de água, que chegou a 45,9% em 2022 — muito superior à mediana nacional (29,9%) e à UF (37,3%), colocando o município no percentil 80 (entre os piores do país). Essa combinação de baixa cobertura com alto desperdício indica ineficiência estrutural na gestão hídrica, que compromete o investimento público e a sustentabilidade do abastecimento.

O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: apenas 49,1% dos domicílios têm coleta de esgoto (2022), enquanto 50,8% possuem destino inadequado — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e a mediana estadual (15,4%), posicionando o município no percentil 93 entre os piores do Brasil. Essa deficiência sanitária ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que subiram +27,1% entre 2010 e 2024, atingindo 2.307 tCO₂e — tendência oposta à de outros setores de emissão do município, sugerindo que a gestão de resíduos sólidos e efluentes não acompanhou os esforços de mitigação observados em outras frentes.

Em termos de emissões totais de GEE, o município registrou 54.793 tCO₂e em 2024, com queda de -1,6% em relação a 2010, porém com forte volatilidade no período (pico de 109.874 tCO₂e em 2023). Ainda assim, o valor fica abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando Santana de Mangueira no percentil 23 — quadro relativamente favorável quando comparado ao Brasil. As emissões de energia, embora tenham crescido +55,9% no período, permanecem marginais (1.413 tCO₂e, percentil 4), refletindo escala reduzida da economia local mais do que eficiência energética propriamente dita.

Os registros de eventos climáticos extremos de 2016 — 3 ocorrências de cheia e 13 de seca — colocam o município nos percentis 93 e 92, respectivamente, indicando vulnerabilidade hidroclimática significativa. Essa exposição, combinada à baixa cobertura de água e ao alto índice de perdas, reforça a urgência de investimentos em infraestrutura hídrica e de esgotamento sanitário como prioridade para a gestão municipal, tanto para mitigar riscos ambientais quanto para reduzir as desigualdades em relação aos indicadores médios do Brasil e da Paraíba.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

37.7%

2024

11
21.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

41.1%

2024

27
0.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

49.1%

2022

14
8.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

50.8%

2022

7
6.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

54.793 tCO₂e

2024

77
1.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.307 tCO₂e

2024

84
27.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.413 tCO₂e

2024

96
55.9% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

13

2016

8
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.