Santana do GarambéuMG

2.175 habitantes · IBGE 3158706

IA

Resumo socioambiental

Santana do Garambéu apresenta situação destacada em saneamento básico, com cobertura de água em 100,0% (2022) e coleta de esgoto também em 100,0% (2021), ambos no percentil 100 nacional e acima das medianas do Brasil (76,5% e 87,8%, respectivamente) e de Minas Gerais (84,3% e 85,0%). A perda de água caiu drasticamente para 12,0% em 2022, após picos preocupantes de 53,3% (2020) e 53,5% (2021), posicionando o município no percentil 10 nacional — ou seja, entre os melhores desempenhos do país nesse quesito, embora a série histórica revele instabilidade operacional relevante que merece monitoramento.

O ponto crítico do saneamento é o tratamento de esgoto, estagnado em 0,0% desde 2013, enquanto a mediana nacional é de 37,7% e a mineira de 44,5% (percentil 25). Isso significa que, apesar da coleta universalizada, todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, um contraste que expõe uma lacuna estrutural importante. Complementarmente, o destino inadequado de resíduos domiciliares está em 17,5% (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e bem acima da mineira (7,4%), ainda que tenha melhorado significativamente frente aos 28,4% de 2010.

Em relação ao clima, as emissões totais de GEE somaram 78.207 tCO₂e em 2024, com salto expressivo de 177,8% desde 2010, revertendo uma trajetória de queda observada entre 2015 e 2019. Mesmo assim, o município permanece no percentil 33 nacional, abaixo da mediana do Brasil (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, coerentes com a ausência de tratamento de esgoto, cresceram 44,1% no período, atingindo 1.430 tCO₂e (2024), mas seguem baixas relativamente ao país (percentil 5). As emissões de energia dobraram no período (137,6%), somando 1.960 tCO₂e, também discretas na comparação nacional (percentil 6).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, sem indicativo de estresse hídrico extremo nos dados disponíveis. Em síntese, o município evoluiu de forma consistente em cobertura de água e esgoto, mas o desafio prioritário para gestores é a implantação de tratamento de esgoto, que hoje representa o principal gargalo ambiental e sanitário, com potencial de reduzir tanto riscos à saúde pública quanto emissões associadas a resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

78.1%

2024

57
36.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

78.1%

2024

67
8.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24

Perda de água

SNIS/SINISA

16.7%

2024

83

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

81.4%

2022

59
13.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

17.5%

2022

45
38.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

78.207 tCO₂e

2024

67
177.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.430 tCO₂e

2024

95
44.1% no período

Emissões de energia

SEEG

1.960 tCO₂e

2024

94
137.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.