Sant'Ana do LivramentoRS
87.296 habitantes · IBGE 4317103
Resumo socioambiental
Sant'Ana do Livramento apresenta em 2024 uma situação de saneamento heterogênea, com desempenho positivo em abastecimento de água mas fragilidades importantes em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 92,0%, acima da mediana nacional (73,2%) e da média do Rio Grande do Sul (86,2%), posicionando o município no percentil 80. Já a coleta de esgoto chegou a apenas 40,2%, abaixo da mediana nacional (59,9%), embora superior à média estadual (47,8%). O tratamento de esgoto, por sua vez, é o ponto mais crítico: 26,1% em 2024, com queda acumulada de -49,1% desde 2010, quando chegava a 51,4% — uma reversão expressiva que coloca o município ligeiramente abaixo da mediana nacional (33,3%) e da UF (30,1%). A perda de água na distribuição, embora ainda alta em termos absolutos (39,0%), mostrou melhora relevante (-47,4% desde 2010), aproximando-se da média gaúcha (39,4%), porém ainda superior à mediana nacional (29,1%).
No recorte domiciliar, o Censo 2022 indica 88,4% de domicílios com coleta de resíduos, acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), com apenas 6,4% apresentando destino inadequado — melhora de 32,2% frente a 2010, embora ainda distante do referencial da UF (4,5%). A baixa infraestrutura de tratamento de esgoto (apenas 1 ETE registrada em 2020) ajuda a explicar por que, mesmo com boa cobertura de coleta domiciliar de resíduos sólidos, as emissões de resíduos no SEEG cresceram 12,9% desde 2010, atingindo 32.641 tCO₂e em 2024 — um valor muito acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 90.
O quadro de emissões totais é o aspecto mais preocupante do dossiê: o município emitiu 1.689.149 tCO₂e em 2024, no percentil 94 nacional, muito acima da mediana do país (138.513 tCO₂e), embora represente fração pequena do total da UF. As emissões de energia cresceram 27,1% na década, alcançando 254.627 tCO₂e, também no percentil 91 nacional. Esse padrão sugere uma matriz de emissões fortemente influenciada por atividades locais intensivas, que não guarda relação direta com o porte populacional do município (~87 mil habitantes). Por fim, os registros de eventos hidrológicos extremos em 2016 — 1 cheia e 6 secas — colocam o município nos percentis 76 e 79 nacionalmente, indicando exposição a riscos climáticos que reforçam a necessidade de investimentos combinados em infraestrutura de saneamento e resiliência hídrica.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
92.0%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
40.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
26.1%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
39.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
88.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
6.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
1.689.149 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
32.641 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
254.627 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
6
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
