Santana do MaranhãoMA

10.777 habitantes · IBGE 2110237

IA

Resumo socioambiental

Santana do Maranhão/MA apresenta quadro socioambiental de contrastes acentuados, com avanços expressivos em abastecimento de água convivendo com déficit crítico em saneamento e uma trajetória de emissões em forte expansão. A cobertura de água atingiu 77,3% em 2022, salto de +29,7% em relação a 2021 e nível acima da mediana nacional (76,5%) e muito superior à média estadual (59,6%), colocando o município no percentil 51 do país. A perda de água caiu a 0,0% em 2022 (ante 22,2% em 2021), desempenho excelente frente à mediana nacional de 29,9% e ao patamar estadual de 56,3%, situando o município no percentil 1 (melhores posições) nesse indicador.

Em contraposição, o saneamento básico é o ponto mais crítico do município. A coleta de esgoto atende apenas 23,8% dos domicílios (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (65,5%), apesar do crescimento de +96,3% desde 2010. O destino inadequado de dejetos ainda atinge 75,3% dos domicílios, também em queda (-14,3% desde 2010), mas extremamente distante da mediana nacional (14,9%) e da UF (29,4%), posicionando Santana do Maranhão no percentil 100 — o pior extremo do país nesse quesito. Esse déficit de esgotamento sanitário é coerente com o padrão de emissões de resíduos, que somaram 2.537 tCO₂e em 2024, valor abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o problema é mais de infraestrutura de coleta e tratamento do que de geração de resíduos em larga escala.

As emissões totais de GEE, por sua vez, mostram tendência preocupante: 677.747 tCO₂e em 2024, aumento de +548,6% desde 2010, com pico em 2023 (768.464 tCO₂e). Esse patamar supera a mediana nacional (138.513 tCO₂e), colocando o município no percentil 85 — entre os mais emissores do país, embora muito aquém do total estadual. As emissões de energia também cresceram de forma acelerada (+250,7%, atingindo 4.554 tCO₂e em 2024), ainda assim abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de cheias ou secas reportados para o município em 2016, o que limita a análise de eventos hidrológicos extremos nesse recorte temporal.

Em síntese, o município evoluiu de forma consistente no fornecimento de água tratada, mas o saneamento de esgoto permanece como principal gargalo socioambiental, com efeitos potenciais sobre saúde pública e qualidade dos corpos hídricos. A escalada das emissões totais de GEE, num intervalo relativamente curto, reforça a necessidade de monitoramento das fontes emissoras e de investimentos que acompanhem o crescimento observado no acesso à água, para que o avanço em um eixo não mascare a defasagem persistente no outro.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.3%

2022

29.7% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

0.0%

2022

100.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

23.8%

2022

2
96.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

75.3%

2022

0
14.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

677.747 tCO₂e

2024

15
548.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.537 tCO₂e

2024

81
16.2% no período

Emissões de energia

SEEG

4.554 tCO₂e

2024

81
250.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.