Santana do RiachoMG
5.579 habitantes · IBGE 3159001
Resumo socioambiental
Santana do Riacho apresenta o quadro mais crítico no saneamento de água: a cobertura caiu para 33,5% em 2024, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e do estado (83,3%), posicionando o município no percentil 8 do país. Essa queda é abrupta e recente — o município operou com cobertura de 100% entre 2014 e 2021, recuando para 91,0% em 2022 e despencando para 33,1% em 2023, um retrocesso de -40,8% em relação ao início da série. Já a perda de água, embora tenha melhorado -19,3% no acumulado, fechou 2024 em 27,9%, patamar próximo da mediana nacional (29,1%) e abaixo da média mineira (35,8%), sugerindo que o problema atual não é predominantemente de perdas na distribuição, mas de queda na própria oferta ou manutenção do sistema de abastecimento.
No manejo de resíduos, a coleta domiciliar avançou para 77,5% em 2022 (+8,3% desde 2010), superando a mediana nacional (76,9%), embora ainda distante da média de MG (86,1%). O destino inadequado de resíduos também recuou de forma expressiva, de 28,4% para 15,3% entre 2010 e 2022, mas esse percentual ainda supera levemente a mediana do país (14,9%) e fica bem acima do padrão estadual (7,4%). Essa melhoria parcial na gestão de resíduos não se refletiu nas emissões: as emissões de resíduos cresceram +43,3% desde 2010, atingindo 2.862 tCO₂e em 2024 — ainda assim, valor bem abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 23.
Do ponto de vista climático, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com saldo de -31.053 tCO₂e em 2024, resultado típico de áreas com cobertura vegetal preservada (percentil 3 nacional, indicando emissões líquidas muito baixas frente ao Brasil). Chama atenção, porém, o salto nas emissões de energia, que passaram de 2.597 tCO₂e (2010) para 8.349 tCO₂e (2024), alta de +221,5%, embora ainda inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e). A geração hidráulica permanece estável em 11 MW desde 2010, sem expansão. Não há registros recentes de eventos hidrológicos extremos além de uma cheia isolada em 2016.
Em síntese, o dado mais urgente para a gestão é a reversão abrupta da cobertura de água potável, que exige investigação imediata das causas (falha de infraestrutura, captação ou gestão do serviço), pois contrasta com o histórico de universalização mantido por quase uma década. Os demais indicadores ambientais — resíduos, emissões e perfil hídrico-climático — situam o município em posição relativamente favorável frente ao Brasil, mas o crescimento das emissões de energia e de resíduos merece monitoramento para que o bom desempenho climático atual não se deteriore.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
33.5%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
27.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.5%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
15.3%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
11 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
11 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-31.053 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.862 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
8.349 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
