SantarémPA
357.311 habitantes · IBGE 1506807
Resumo socioambiental
Santarém apresenta quadro crítico de saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos parâmetros nacionais. A cobertura de água atingiu apenas 44,9% em 2024, recuando 11,6% desde o início da série e ficando abaixo da mediana nacional (73,2%) e até da própria UF (50,9%), posicionando o município no percentil 16. A situação da coleta de esgoto é ainda mais grave: 3,3% em 2024, com queda acumulada de 89,5% desde 2012 (quando chegava a 31,2%), colocando Santarém no percentil 3 nacional — muito distante da mediana do país (59,9%). O tratamento de esgoto, em 9,3%, também está aquém da mediana nacional (33,3%) e da UF (23,5%), apesar de o município contar com 2 ETEs (percentil 89 nacional em 2020), o que sugere subutilização ou capacidade insuficiente da infraestrutura instalada frente à demanda. A perda de água na distribuição chega a 57,0% em 2024, alta de 23,6% frente à série histórica e acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (51,8%), indicando ineficiência operacional que compromete ainda mais a já baixa cobertura.
Do lado de resíduos sólidos, há avanço moderado: a coleta domiciliar alcançou 77,2% em 2022, superando a mediana nacional (76,9%) e a UF (71,0%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 17,8%, redução de 27% desde 2010, embora ainda acima da mediana nacional (14,9%). Contudo, o município dispõe de apenas 1 unidade de destinação (2023), igual à mediana nacional, mas muito aquém da UF (7 unidades), o que é incoerente com o aumento expressivo das emissões de resíduos, que somaram 176.515 tCO₂e em 2024, alta de 63,9% desde 2010 e no percentil 98 nacional — sugerindo que a gestão de resíduos, apesar da cobertura de coleta, não tem contido o impacto climático associado à disposição final.
O panorama de emissões de GEE é o ponto mais crítico do dossiê: Santarém emitiu 6.138.757 tCO₂e em 2024, variação superior a 3.900% desde 2010 (quando o balanço era negativo, -161.067 tCO₂e), situando o município no percentil 99 nacional. As emissões de energia também cresceram 91,1% no período, atingindo 871.950 tCO₂e (percentil 98), reflexo de uma matriz energética municipal apoiada essencialmente em fontes hídrica (43 MW, estável desde 2010) e de biomassa (528 kW), sem expansão de capacidade renovável adicional que pudesse mitigar o crescimento das emissões.
Em síntese, Santarém combina infraestrutura de saneamento deficitária e em deterioração — especialmente coleta e tratamento de esgoto, muito abaixo dos patamares nacionais — com uma trajetória de emissões de GEE entre as mais altas do país. A ausência de expansão em tratamento de esgoto e em unidades de destinação de resíduos, associada ao aumento das perdas de água, indica baixa efetividade dos investimentos em saneamento na última década, exigindo priorização urgente de recursos para reverter esse quadro e conter os impactos socioambientais associados.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
44.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
3.3%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
9.3%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
2
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
57.0%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
77.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.8%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
43 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
43 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
6.138.757 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
176.515 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
871.950 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
