SantiagoRS

50.331 habitantes · IBGE 4317400

IA

Resumo socioambiental

Santiago/RS apresenta um quadro de saneamento marcado por retrocesso acentuado no esgotamento sanitário, contrastando com desempenho relativamente favorável no abastecimento de água. A cobertura de água atingiu 89,3% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da UF (86,2%), posicionando o município no percentil 76. Entretanto, a perda de água na distribuição chegou a 47,5% em 2024 — muito superior à mediana nacional (29,1%) e à do RS (39,4%), colocando o município no percentil 81, ou seja, entre os piores do país nesse quesito, o que indica ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura.

O quadro de esgotamento é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto despencou de 100% entre 2017 e 2021 para apenas 5,8% em 2024, uma queda que sugere descontinuidade de série, mudança metodológica ou perda de infraestrutura operacional — em qualquer hipótese, um retrocesso grave que coloca o município no percentil 5 nacional, muito abaixo da mediana do país (59,9%) e da UF (47,8%). O tratamento de esgoto segue trajetória semelhante, caindo de patamares acima de 45% (2018-2022) para 6,8% em 2024. Chama atenção que o município dispõe de apenas 1 ETE (2020), mesmo número da mediana nacional, mas muito distante das 181 unidades do RS — o que ajuda a explicar a fragilidade estrutural do tratamento. Cabe destacar que, apesar disso, o indicador de destino inadequado de domicílios (IBGE) é baixo, 3,6% em 2022, melhor que a mediana nacional (14,9%) e próximo da UF (4,5%), sinalizando possível defasagem entre as bases de dados ou diferença metodológica entre SNIS e Censo que merece verificação local.

Na dimensão climática, as emissões totais de GEE somaram 1.177.048 tCO₂e em 2024, com alta de 14,3% no ano, situando o município no percentil 91 nacional — muito acima da mediana (138.513 tCO₂e). O destaque negativo é o setor de energia, cujas emissões mais que dobraram na década (+111,3%, alcançando 212.779 tCO₂e em 2024), enquanto as emissões de resíduos cresceram moderadamente (+5,0%, para 21.815 tCO₂e), também acima da mediana nacional. A combinação de baixo tratamento de esgoto com emissões de resíduos elevadas reforça a pressão ambiental sobre recursos hídricos e atmosféricos do município, exigindo prioridade de investimento em infraestrutura de saneamento.

Do ponto de vista de infraestrutura energética limpa, a potência instalada de biomassa permanece estagnada em 2 kW desde 2015, valor irrisório frente à mediana nacional de 5 MW, no percentil 0 — evidenciando ausência de diversificação da matriz energética local. Os registros históricos de eventos extremos (2 cheias e 4 secas em 2016) também posicionam o município em percentis elevados (87 e 72, respectivamente) frente ao Brasil, reforçando a necessidade de políticas de resiliência hídrica articuladas à melhoria do saneamento e à redução de emissões.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

89.3%

2024

76
2.6% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

5.8%

2024

5
48.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

6.8%

2024

31
32.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.5%

2024

19
10.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.5%

2022

76
3.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.6%

2022

81
50.3% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2024

0.0% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

2 kW

Biomassa

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.177.048 tCO₂e

2024

9
14.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

21.815 tCO₂e

2024

16
5.0% no período

Emissões de energia

SEEG

212.779 tCO₂e

2024

10
111.3% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.