Santo AfonsoMT
2.460 habitantes · IBGE 5107263
Resumo socioambiental
Santo Afonso/MT apresenta quadro socioambiental marcado por forte contraste entre o abastecimento de água e o saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (87,2%), colocando o município no percentil 100 do país. Entretanto, essa universalização convive com uma perda de água elevada, de 50,0% em 2022 — bem superior à mediana nacional (29,9%) e à média de Mato Grosso (40,5%), situando o município no percentil 85 (pior desempenho relativo). Isso indica ineficiência operacional significativa na rede, com desperdício de recursos hídricos tratados apesar da boa cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê. A coleta de esgoto caiu de 100,0% em 2012 para apenas 21,5% em 2021, uma retração de -78,5%, e está muito abaixo da mediana nacional (87,8%) e da média estadual (61,9%), no percentil 12. O tratamento de esgoto é ainda mais preocupante, com apenas 0,9% em 2022 — queda de -98,7% frente a 2012 — bem inferior à mediana nacional (37,7%) e à média de MT (42,5%), no percentil 26. Esse déficit de coleta e tratamento se reflete no indicador de destino inadequado de dejetos domiciliares, que embora tenha caído de 43,3% (2010) para 25,7% (2022), ainda supera a mediana nacional (14,9%) e a média estadual (11,2%), colocando o município no percentil 68 (pior situação relativa). A combinação de baixa coleta e tratamento quase inexistente sugere que grande parte do esgoto gerado é descartada sem tratamento adequado, com risco à saúde pública e aos corpos hídricos locais.
No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 497.402 tCO₂e em 2024, com alta variabilidade histórica (pico de 1,35 milhão de tCO₂e em 2023) e percentil 80 nacional, indicando emissões relativamente altas para o porte do município. Chama atenção o crescimento expressivo das emissões de energia, que saltaram de 6.105 tCO₂e (2010) para 150.233 tCO₂e (2024) — alta de +2.360,7% — superando a mediana nacional (18.929 tCO₂e) e alcançando o percentil 86, o que sugere mudança estrutural na matriz energética local ou aumento de consumo associado a atividades específicas. Em contraponto positivo, as emissões de resíduos caíram -38,6% desde 2010, para 1.899 tCO₂e em 2024, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 11 — um resultado favorável que, no entanto, não compensa a fragilidade do saneamento básico.
Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016 (ano de referência disponível), o que limita a análise de riscos hidroclimáticos extremos nesse recorte temporal. Em síntese, Santo Afonso apresenta avanço notável no acesso à água, mas exige atenção prioritária para a reversão da perda física de água, a recuperação da cobertura e do tratamento de esgoto — hoje em níveis muito abaixo dos padrões nacionais — e o monitoramento do crescimento ac
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
51.7%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
3.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
5.8%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
33.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
69.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
25.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
497.402 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.899 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
150.233 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
