Santo AmaroBA

58.413 habitantes · IBGE 2928604

IA

Resumo socioambiental

Santo Amaro/BA apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços pontuais em saneamento coexistindo com retrocessos relevantes em esgotamento sanitário e emissões. A cobertura de água atingiu 84,8% em 2024, acima da mediana nacional (73,2%) e da média estadual (83,0%), posicionando o município no percentil 68. Entretanto, a perda de água chegou a 32,3% em 2024 — pior que a mediana nacional (29,1%), embora ligeiramente melhor que a UF (34,5%) — indicando ineficiência operacional que compromete o ganho de cobertura.

O componente mais crítico é a coleta de esgoto, que caiu para 44,0% em 2024, uma retração de 16,9% frente a patamares históricos acima de 50% (2009-2021), e hoje está abaixo da mediana nacional (59,9%) e da UF (56,9%), no percentil 36. O tratamento de esgoto, embora também tenha recuado para 47,7% em 2024, ainda supera a mediana nacional (33,3%) e a UF (39,2%), sugerindo que o gargalo está na captação e não na estação de tratamento — coerente com a existência de apenas 1 ETE no município (2020). Do lado dos domicílios, o quadro é mais favorável: 83,3% têm coleta de resíduos (2022, percentil 63) e o destino inadequado caiu para 12,6% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%).

Nas emissões, o município soma 248.268 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 66. Chama atenção o setor de resíduos, com 30.649 tCO₂e e trajetória de crescimento constante (+39,1% desde 2010), situando Santo Amaro no percentil 89 nacional — um patamar muito elevado que dialoga diretamente com a queda na coleta e tratamento de esgoto, indicando pressão crescente do manejo de resíduos sólidos e líquidos sobre o balanço de gases. As emissões de energia, ao contrário, caíram para 32.769 tCO₂e (-15,2%), atenuando parcialmente o total.

Em síntese, o município avançou em água e gestão domiciliar de resíduos, mas retrocedeu em esgotamento sanitário e viu crescer as emissões associadas a resíduos, configurando um desafio prioritário de investimento em coleta de esgoto e em gestão de resíduos sólidos, áreas onde o desempenho está aquém da mediana nacional e com tendência de piora.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

84.8%

2024

68
5.2% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

44.0%

2024

36
16.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

47.7%

2024

60
10.3% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

32.3%

2024

42
71.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.3%

2022

63
2.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

12.6%

2022

55
31.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

248.268 tCO₂e

2024

34
0.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

30.649 tCO₂e

2024

11
39.1% no período

Emissões de energia

SEEG

32.769 tCO₂e

2024

39
15.2% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.