Santo AndréPB

2.702 habitantes · IBGE 2513851

IA

Resumo socioambiental

Santo André/PB apresenta déficit estrutural em saneamento básico, com indicadores muito abaixo dos padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 39,9% em 2022, menos da metade da mediana brasileira (76,5%) e do valor estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 12 do país. Mais grave é a perda de água, que saltou de 9,5% em 2019 para 57,8% em 2022 — alta de 508% no período —, superando a mediana nacional (29,9%) e a média da Paraíba (37,3%) e colocando o município no percentil 91, ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. Essa combinação de baixa cobertura com perdas elevadas sugere rede antiga ou mal gerida, com desperdício expressivo mesmo diante de acesso limitado à água tratada.

O quadro de esgotamento sanitário e destinação de resíduos também é preocupante. Apenas 44,4% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), ante mediana nacional de 76,9%, enquanto 52,9% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos — quase quatro vezes a mediana do país (14,9%) e no percentil 94. Houve melhora histórica (66,1% em 2010 para 52,9% em 2022), mas o ritmo é insuficiente para aproximar o município dos padrões nacionais. Essa precariedade sanitária se reflete nas emissões de resíduos, que cresceram de forma constante e atingiram 4.482 tCO₂e em 2024 (+37,9% desde 2010), ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta persistente.

Em termos de emissões totais de GEE, o município variou de valores negativos (sequestro de carbono, provavelmente por uso do solo) até 2015 para patamares positivos entre 2016 e 2024, fechando em 10.014 tCO₂e (2024) — ainda distante da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 5, refletindo escala pequena de atividades emissoras. As emissões de energia cresceram acentuadamente (de 86 para 3.064 tCO₂e, +3.477%), acompanhando provável expansão do consumo elétrico e de combustíveis, mas seguem baixas em termos absolutos frente ao país.

Os registros de eventos climáticos extremos em 2016 (2 cheias e 17 secas) posicionam o município nos percentis 87 e 97 da distribuição nacional, indicando vulnerabilidade hídrica relevante — compatível com a fragilidade da infraestrutura de abastecimento identificada. A combinação de baixa cobertura de água, perdas crescentes, saneamento precário e histórico de secas recorrentes aponta para a necessidade prioritária de investimento em infraestrutura hídrica e de esgoto, que tende a gerar ganhos simultâneos em saúde pública, resiliência climática e redução de emissões associadas a resíduos.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

100.0%

2024

0
951.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

44.4%

2022

10
31.1% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.9%

2022

6
20.1% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

10.014 tCO₂e

2024

95
2640.6% no período

Emissões de resíduos

SEEG

4.482 tCO₂e

2024

62
37.9% no período

Emissões de energia

SEEG

3.064 tCO₂e

2024

88
3476.7% no período

Registros de cheia

ANA

2

2016

13
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

17

2016

3
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.