Santo Antônio da PatrulhaRS
44.393 habitantes · IBGE 4317608
Resumo socioambiental
Santo Antônio da Patrulha/RS apresenta um quadro de saneamento heterogêneo e pressão crescente sobre as emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 65,0% em 2022, com evolução consistente desde 2008 (+33,5%), mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e do patamar gaúcho (88,1%), posicionando o município no percentil 36. O dado mais crítico é a coleta de esgoto, praticamente inexistente (0,5% em 2021, percentil 1 nacional), o que contrasta com o avanço relativo do tratamento de esgoto, que saltou de 8,1% para 25,8% entre 2021 e 2022 — um salto expressivo, mas que provavelmente reflete tratamento de esgoto não coletado pela rede formal (ex.: fossas ou soluções individuais), já que a única ETE registrada (2020) é compatível com a mediana nacional, porém muito aquém das 181 unidades médias do RS.
Do lado dos resíduos sólidos, o município tem desempenho positivo: 93,4% dos domicílios contam com coleta (2022, percentil 86) e o destino inadequado caiu de 10,0% para 3,8% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e próximo da média estadual (4,5%). Essa melhoria na gestão de resíduos, no entanto, não se traduziu em redução de emissões: as emissões do setor de resíduos cresceram 50,1% desde 2010, chegando a 18.083 tCO₂e em 2024, bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que a coleta ampliada não veio acompanhada de tratamento ou destinação com menor pegada de carbono (como aterros com captura de metano).
O maior alerta socioambiental está nas emissões totais de GEE, que somaram 610.227 tCO₂e em 2024 (percentil 83 nacional), com destaque para o setor de energia, que mais que dobrou desde 2010 (+144,6%, atingindo 231.583 tCO₂e) e está no percentil 91 nacional — um crescimento muito acima da expansão da geração solar local, estagnada em 600 kW desde 2022 e abaixo da mediana nacional (908 kW, percentil 42). Esse descompasso entre aumento de emissões energéticas e estagnação da geração renovável local indica dependência de fontes externas ou fósseis para atender à demanda crescente.
Em termos de perdas hídricas, o índice de 28,9% (2022) representa melhora de 9,2% desde 2008, ficando próximo da mediana nacional (29,9%) e abaixo da média estadual (36,5%), mas a série mostra oscilação relevante, com mínimo de 5,2% em 2014 seguido de reversão progressiva até os níveis atuais — o que sugere atenção a manutenção da infraestrutura. Eventos hidrológicos extremos (uma cheia e uma seca registradas em 2016) reforçam a necessidade de monitoramento contínuo, especialmente diante do baixo índice de coleta de esgoto, que pode agravar riscos sanitários em períodos de cheia. No conjunto, o município avança em resíduos sólidos e água, mas enfrenta desafios estruturais em esgotamento sanitário e uma trajetória de emissões energéticas que exige políticas de eficiência e expans
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
64.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
14.9%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
55.6%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
35.2%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
93.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
3.8%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
600 kW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
600 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
610.227 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
18.083 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
231.583 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
