Santo Antônio da PlatinaPR
45.534 habitantes · IBGE 4124103
Resumo socioambiental
Santo Antônio da Platina apresenta desempenho de saneamento básico substancialmente acima da média nacional. A cobertura de água atingiu 100,0% em 2022, superando a mediana brasileira (76,5%) e a média do Paraná (96,1%), com trajetória de crescimento constante desde 2008 (80,2%). A coleta de esgoto também alcançou 100,0% em 2021, colocando o município no percentil 100 do país, muito acima da mediana nacional (87,8%) e da média estadual (89,9%). O tratamento de esgoto, embora tenha recuado ligeiramente nos últimos anos (de 94,1% em 2019 para 92,0% em 2022), permanece muito superior à mediana nacional (37,7%) e à do Paraná (78,7%), evidenciando um sistema de saneamento maduro e consolidado.
Apesar desses avanços, a perda de água na distribuição é um ponto de atenção: 36,6% em 2022, acima da mediana nacional (29,9%) e da média estadual (29,6%), situando o município no percentil 65 (pior que a maioria). Essa ineficiência operacional contrasta com a excelência da cobertura e do tratamento, sugerindo necessidade de investimento em infraestrutura de distribuição para reduzir desperdícios. Do lado dos domicílios, o quadro é positivo: 90,4% têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu de 11,1% (2010) para 5,4% (2022), próximo à média paranaense (5,6%), embora ainda existente e vinculado a apenas 2 unidades de destinação registradas em 2024.
O componente mais crítico do dossiê é o climático. As emissões totais de GEE saltaram de 391 mil tCO₂e (2010) para 636.751 tCO₂e em 2024, alta de 62,8% no período, com o município no percentil 84 nacional — muito acima da mediana brasileira (138.513 tCO₂e). O motor dessa expansão é o setor de energia, que triplicou (+202,6%) no período, chegando a 361.785 tCO₂e e hoje representando mais da metade das emissões totais. As emissões de resíduos, por sua vez, cresceram de forma mais moderada (+12,0%), atingindo 23.506 tCO₂e em 2024, também acima da mediana nacional, mas coerente com a cobertura elevada de coleta e tratamento de esgoto, que tende a gerar emissões associadas ao próprio tratamento.
Em síntese, o município combina um sistema de saneamento exemplar, com indicadores de água e esgoto no topo do ranking nacional, com desafios relevantes em eficiência hídrica (perdas de água) e, sobretudo, em trajetória de emissões de gases de efeito estufa, impulsionada pelo setor energético. Os registros de cheia (2 em 2016, acima da mediana nacional) indicam ainda vulnerabilidade a eventos extremos, reforçando a necessidade de políticas integradas entre gestão hídrica, energética e climática.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
91.9%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
91.2%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
92.9%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
33.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
5.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
2
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
636.751 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
23.506 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
361.785 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
