Santo Antônio de LevergerMT
16.795 habitantes · IBGE 5107800
Resumo socioambiental
Santo Antônio de Leverger apresenta um quadro socioambiental marcado por avanços pontuais no abastecimento de água e deficiências estruturais graves no saneamento de esgoto e na gestão de resíduos sólidos domiciliares. A cobertura de água evoluiu de forma expressiva, saltando de 59,1% em 2012 para 90,1% em 2022 (variação de +52,5%), superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média estadual (87,2%), o que coloca o município no percentil 71 do país. Entretanto, essa expansão da rede não veio acompanhada de controle operacional: a perda de água atingiu 40,4% em 2022, bem acima da mediana nacional (29,9%) e no mesmo patamar da UF (40,5%), indicando ineficiência na distribuição que pode comprometer a sustentabilidade do sistema mesmo com boa cobertura.
O esgotamento sanitário é o ponto mais crítico do dossiê: a coleta de esgoto está estagnada em 8,2% desde 2012 (último dado disponível), e o tratamento em apenas 3,2%, valores muito distantes das medianas nacionais de 87,8% (coleta) e 37,7% (tratamento) e das médias estaduais de 61,9% e 42,5%, respectivamente. Essa lacuna estrutural, combinada com o destino inadequado de resíduos domiciliares em 31,7% dos domicílios em 2022 (percentil 76, pior que a mediana nacional de 14,9% e a UF de 11,2%), embora com redução importante desde 2010 (64,1%), sugere que parte da poluição hídrica e do risco sanitário no município ainda decorre de deficiências no manejo de efluentes e resíduos, e não necessariamente das emissões de resíduos sólidos computadas pelo SEEG, que estão em 5.729 tCO₂e (2024), no percentil 50, em linha com a mediana nacional.
Em relação às emissões de gases de efeito estufa, o município ocupa posição de destaque negativo: 2.604.007 tCO₂e em 2024 (percentil 96), muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), refletindo provavelmente a matriz de uso do solo e atividades agropecuárias típicas da região. As emissões de energia também chamam atenção, com 103.920 tCO₂e (percentil 82) e crescimento de +15,8% no período, indicando pressão crescente do setor energético sobre o balanço de carbono local.
Por fim, os indicadores hídricos disponíveis mostram um índice de segurança hídrica de 3,000 (2035), abaixo da mediana nacional (4,000) e da UF (3,631), no percentil 50, sugerindo vulnerabilidade moderada frente a eventos climáticos futuros. Não há registros de cheias em 2016, mas há um registro de seca observada no mesmo ano, cenário compatível com os desafios de infraestrutura hídrica identificados. Em conjunto, os dados apontam a necessidade prioritária de investimentos em coleta e tratamento de esgoto e em redução de perdas na distribuição de água, dada a defasagem histórica nesses indicadores frente ao restante do país.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.5%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
8.2%
2012
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
3.2%
2012
Perda de água
SNIS/SINISA
43.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
31.7%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
2.604.007 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
5.729 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
103.920 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
1
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
