Santo Antônio de PáduaRJ

43.686 habitantes · IBGE 3304706

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio de Pádua apresenta um quadro sanitário de dois extremos: excelência no abastecimento de água e coleta de esgoto, mas ausência quase total de tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 98,9% em 2022, muito acima da mediana nacional (76,5%) e da média fluminense (89,1%), colocando o município no percentil 85 do país. A coleta de esgoto também é elevada, 99,5% em 2021, superando a mediana nacional (87,8%) e o próprio estado (72,7%). Entretanto, o tratamento de esgoto caiu a 0,0% em 2022, revertendo o já modesto índice de 1,1% registrado em 2015 — um retrocesso completo que contrasta fortemente com a mediana nacional (37,7%) e a média do RJ (56,6%), posicionando o município no percentil 25, entre os piores do país nesse quesito. Isso significa que praticamente todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, o que representa risco relevante para corpos hídricos e saúde pública, mesmo com boa cobertura de coleta.

As perdas de água mostraram melhora expressiva, caindo de 44,0% em 2012 para 25,8% em 2022 (variação de -41,2%), ficando abaixo da mediana nacional (29,9%) e bem abaixo da média estadual (48,6%), o que indica ganhos de eficiência operacional no sistema de distribuição. Por outro lado, o acesso domiciliar à coleta de resíduos regrediu: caiu de 88,6% em 2010 para 70,9% em 2022, uma queda de 20%, ficando abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (84,0%, percentil 41). Ainda assim, o destino inadequado de resíduos domiciliares recuou para 6,4% em 2022, melhor que a mediana nacional (14,9%), embora acima do padrão fluminense (2,0%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 297.880 tCO₂e em 2024, com leve alta de 1,2% no último ano, mas relativamente estáveis desde 2010, situando o município no percentil 70 nacional. O destaque negativo é o setor de resíduos, cujas emissões cresceram 29,4% na série (de 28.409 para 36.753 tCO₂e), tendência coerente com a queda na cobertura de coleta domiciliar e a ausência de tratamento de esgoto — ambos contribuindo para maior geração de metano em decomposição não gerenciada. O município está no percentil 91 nacional em emissões de resíduos, um dos indicadores mais críticos do dossiê. As emissões de energia, em contrapartida, caíram 7,2% no período, para 102.260 tCO₂e.

Do ponto de vista hídrico, o índice de segurança hídrica é de 3,000 (2035), abaixo da mediana nacional (4,000) e próximo à média estadual (3,022), sinalizando vulnerabilidade futura. Os registros de cheia (3 ocorrências em 2016) colocam o município no percentil 93 nacional, indicando exposição a eventos extremos superior à maioria dos municípios brasileiros, o que reforça a urgência de investimentos em infraestrutura de drenagem e, sobretudo, em tratamento de esgoto — a lacuna mais crítica identificada, que compromete os ganhos obtidos em cobertura de

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

91.5%

2024

79
4.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

87.0%

2024

79
13.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.1%

2024

61
43.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

70.9%

2022

41
20.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.4%

2022

70
43.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

297.880 tCO₂e

2024

30
1.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

36.753 tCO₂e

2024

9
29.4% no período

Emissões de energia

SEEG

102.260 tCO₂e

2024

19
7.2% no período

Registros de cheia

ANA

3

2016

7
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.