Santo Antônio do AmparoMG

17.651 habitantes · IBGE 3159902

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio do Amparo apresenta saneamento básico em posição relativamente favorável frente ao cenário nacional. A cobertura de água atingiu 96,8% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e do valor estadual (84,3%), colocando o município no percentil 81, com salto expressivo após anos de estagnação entre 79% e 88%. A coleta de esgoto está universalizada (100,0% em 2021, percentil 100), superando a mediana nacional (87,8%) e a média mineira (85,0%). O tratamento de esgoto, embora ainda incompleto, evoluiu de forma consistente para 63,2% em 2022 (percentil 65), superando a mediana nacional (37,7%) e o valor de Minas Gerais (44,5%), mas o município opera com apenas 1 ETE, o que exige atenção quanto à capacidade operacional frente ao crescimento populacional.

A gestão de resíduos sólidos também mostra desempenho positivo: o destino inadequado de domicílios caiu para 3,1% em 2022, redução de 62,7% desde 2010, ficando muito abaixo da mediana nacional (14,9%) e do percentual estadual (7,4%). A perda de água na distribuição, de 29,7% em 2022, está próxima da mediana nacional (29,9%) e abaixo da média mineira (35,0%), indicando desempenho mediano que ainda comporta melhorias de eficiência operacional, especialmente considerando que o indicador vem em trajetória de piora desde o menor patamar registrado em 2012 (20,3%).

No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 95.775 tCO₂e em 2024, com queda de 13,5% em relação ao início da série, situando o município no percentil 39 nacional — abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e). Contudo, as emissões de energia cresceram 35,7% no período, alcançando 44.137 tCO₂e (percentil 67), e as emissões de resíduos aumentaram 9,9%, para 10.953 tCO₂e (percentil 69), ambas acima da mediana nacional. Esse crescimento das emissões de resíduos, mesmo com baixo índice de destinação inadequada, sugere que o desafio atual está mais ligado ao tratamento e valorização dos resíduos coletados do que à destinação irregular.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município na série disponível (2016), o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, Santo Antônio do Amparo evidencia avanços sólidos em água, esgoto e resíduos, com indicadores acima da média nacional e estadual, mas enfrenta pressões crescentes nas emissões de energia e resíduos que merecem monitoramento e políticas de mitigação alinhadas ao bom desempenho sanitário já alcançado.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.9%

2024

79
3.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

89.1%

2024

82
10.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

69.5%

2024

76
37.4% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

27.8%

2024

53
1.8% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

87.7%

2022

72
4.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.1%

2022

83
62.7% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2020

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

95.775 tCO₂e

2024

61
13.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.953 tCO₂e

2024

31
9.9% no período

Emissões de energia

SEEG

44.137 tCO₂e

2024

33
35.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.