Santo Antônio do IçáAM
30.448 habitantes · IBGE 1303700
Resumo socioambiental
Santo Antônio do Içá apresenta um quadro de saneamento básico crítico, com desafios estruturais expressivos mesmo diante de avanços pontuais. A cobertura de água saltou para 59,1% em 2024, recuperando-se de patamares baixos em 2022 (14,2%) e superando o nível de 2016 (18,4%), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (81,3%), posicionando o município no percentil 31. Já o esgotamento sanitário é praticamente inexistente: a coleta permanece estagnada em 8,2% desde 2016 (sem dado mais recente), e o tratamento é nulo (0,0%), ambos muito aquém das medianas nacionais (59,9% e 33,3%, respectivamente). Essa lacuna se reflete diretamente no destino inadequado de resíduos domiciliares, que atinge 54,7% dos domicílios em 2022 — quase quatro vezes a mediana nacional (14,9%) e colocando o município no percentil 95, entre os piores do país, ainda que tenha havido leve melhora frente a 2010 (61,7%).
A perda de água na distribuição, embora tenha caído de 54,3% (2022) para 35,9% (2024), ainda supera a mediana nacional (29,1%), indicando ineficiência operacional que compromete o ganho recente de cobertura. Paralelamente, a coleta domiciliar de resíduos sólidos regrediu: caiu de 38,3% (2010) para 29,1% (2022), muito distante da mediana nacional (76,9%) e da UF (73,0%), situando o município no percentil 3 — um dos piores do Brasil. A combinação de baixa coleta e destino inadequado ajuda a explicar o crescimento constante das emissões de resíduos no SEEG, que passaram de 9.809 tCO₂e (2010) para 15.834 tCO₂e (2024), alta de 61,4% no período e acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 79.
No balanço de gases de efeito estufa, o município mantém-se como sumidouro líquido de carbono, com -876.986 tCO₂e em 2024, refletindo a cobertura florestal amazônica, embora com oscilação relevante frente ao pico de remoção em 2023 (-143.834 tCO₂e, o menor saldo negativo da série). As emissões de energia cresceram 22,3% no último ano, para 21.895 tCO₂e, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e), enquanto a potência instalada de biomassa avançou para 8 MW, mantendo-se estável desde 2022 e acima da mediana nacional (5 MW). Eventos hidrológicos extremos registrados em 2016 (4 cheias e 2 secas) situam o município em percentis elevados de risco (96 e 64, respectivamente), reforçando a vulnerabilidade climática combinada à fragilidade da infraestrutura sanitária.
Em síntese, o município exibe um padrão típico de municípios amazônicos de pequeno porte: função ambiental relevante como sumidouro de carbono, mas déficit crônico em saneamento, com esgotamento sanitário ausente, coleta de resíduos em declínio e perdas de água ainda elevadas, o que exige investimento prioritário em infraestrutura de esgoto e gestão de resíduos para reduzir riscos sanitários e emissões
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
59.1%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
8.2%
2016
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2016
Perda de água
SNIS/SINISA
35.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
29.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
54.7%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
8 MW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
-876.986 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
15.834 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
21.895 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
4
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
