Santo Antônio do JacintoMG

10.397 habitantes · IBGE 3160306

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio do Jacinto/MG apresenta quadro crítico em saneamento básico, com 0,0% de tratamento de esgoto em 2021 — mesmo patamar de toda a série histórica desde 2011 — enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a mineira 44,5%. Esse dado contrasta com a cobertura de coleta de esgoto, que atingiu 100,0% em 2021 (percentil 100 nacional), evidenciando um paradoxo relevante: o município coleta quase todo o esgoto gerado, mas não trata nada, despejando o volume coletado sem tratamento no ambiente. Esse gargalo ajuda a explicar a trajetória crescente das emissões de resíduos, que subiram de 4.321 para 5.794 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+34,1%), já acima da mediana nacional de 5.787 tCO₂e (percentil 50).

O abastecimento de água também é preocupante: a cobertura caiu para 53,6% em 2022, retração de 16,6% frente ao início da série (64,3% em 2008), posicionando o município no percentil 23 nacional, bem abaixo da mediana do Brasil (76,5%) e de Minas Gerais (84,3%). Adicionalmente, a perda de água na distribuição saltou de 3,3% em 2017 para 22,6% em 2022, um aumento de 63,3% no período, sinalizando deterioração da infraestrutura mesmo com investimentos aparentemente insuficientes para sustentar os ganhos observados entre 2014 e 2017. No recorte domiciliar, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 36,4% dos domicílios (2022), muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (7,4%), embora represente melhora de 24,8% em relação a 2010.

Do lado climático, há sinal positivo: as emissões totais de GEE caíram de 174.758 para 89.938 tCO₂e entre 2010 e 2024 (-48,5%), colocando o município no percentil 37 nacional, abaixo da mediana (138.513 tCO₂e). Essa redução, contudo, não é uniforme — as emissões de energia mais que dobraram no período (+118,1%, para 11.855 tCO₂e em 2024), impulsionadas por pico em 2013 e retomada de crescimento desde 2020. Em recursos hídricos, o município registrou eventos de seca (7 registros) e cheia (1 registro) em 2016, ambos acima da mediana nacional (0), mas o índice de segurança hídrica projetado para 2035 (4,000) iguala a mediana do país e supera a média mineira (3,694), indicando que, apesar dos desafios estruturais em saneamento, a perspectiva hídrica de longo prazo não é o principal ponto de vulnerabilidade — o foco prioritário de gestão deve ser o tratamento de esgoto e a recuperação da rede de abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.0%

2024

29
7.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2021

81.7% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

21.2%

2024

72
4.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

51.4%

2022

16
0.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

36.4%

2022

18
24.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

89.938 tCO₂e

2024

63
48.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

5.794 tCO₂e

2024

52
34.1% no período

Emissões de energia

SEEG

11.855 tCO₂e

2024

60
118.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.