Santo Antônio do JardimSP

6.237 habitantes · IBGE 3548104

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio do Jardim apresenta um quadro de saneamento com forte contraste entre os componentes de esgotamento sanitário e abastecimento de água. A coleta de esgoto atingiu 100,0% em 2021, e o tratamento também alcançou 100,0% em 2022, ambos superando com folga a mediana nacional (87,8% e 37,7%, respectivamente) e a média do estado de São Paulo, posicionando o município no percentil 100 em ambos os indicadores. Já a cobertura de água mostra trajetória preocupante: caiu para 54,5% em 2022, uma perda de 7,1% em relação ao ano anterior e bem abaixo do patamar de 67-68% observado em 2020-2021, ficando distante da mediana nacional (76,5%) e muito aquém da média paulista (95,2%), o que coloca o município apenas no percentil 24. Essa queda abrupta, sem precedente na série histórica desde 2008, merece investigação, já que não é acompanhada por piora na perda de água, que na verdade recuou para 20,8% em 2022, patamar melhor que a mediana nacional (29,9%) e a média estadual (32,1%).

Nos indicadores de domicílios, houve retrocesso relativo na coleta de resíduos, que caiu de 80,3% (2010) para 73,1% (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e do referencial estadual (89,7%). Por outro lado, o destino inadequado de resíduos domiciliares teve queda expressiva, de 19,6% para 5,2% no mesmo período, uma redução de 73,7%, embora ainda distante do patamar de excelência do estado (1,0%). Essa combinação sugere que, mesmo com menos domicílios formalmente atendidos por coleta, a destinação final melhorou substancialmente, possivelmente refletindo mudança na gestão de resíduos ou reclassificação de dados censitários.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 39.444 tCO₂e em 2024, recuo de 25,9% frente a 2023, ficando bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 16. Essa queda foi puxada principalmente pela redução nas emissões de energia, que ainda assim fecharam em 18.177 tCO₂e, um salto de 71,6% em relação a 2010, embora próximo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). As emissões de resíduos, por sua vez, mantiveram-se estáveis em torno de 3.673 tCO₂e, com leve alta de 5,2% no último ano, mas ainda inferiores à mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que é coerente com a melhora observada no destino de resíduos domiciliares. Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados para o município em 2016, ano de referência disponível.

Em síntese, o município exibe desempenho de destaque em esgotamento sanitário e perfil de emissões relativamente baixo, mas enfrenta um desafio recente e significativo na cobertura de abastecimento de água, que demanda atenção prioritária da gestão local para reverter a tendência de queda observada em 2022.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

60.4%

2024

32
3.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

58.2%

2024

49
38.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

98.2%

2024

98
31.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

15.5%

2024

86
20.3% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.1%

2022

44
9.0% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

5.2%

2022

75
73.7% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

39.444 tCO₂e

2024

84
25.9% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.673 tCO₂e

2024

68
5.2% no período

Emissões de energia

SEEG

18.177 tCO₂e

2024

51
71.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.