Santo Antônio do LesteMT
4.212 habitantes · IBGE 5107792
Resumo socioambiental
Santo Antônio do Leste apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no saneamento básico, porém emissões de gases de efeito estufa em trajetória fortemente ascendente. A cobertura de água atingiu 73,3% em 2022, salto expressivo frente aos anos anteriores (a série ficou estagnada entre 49% e 57% de 2009 a 2021), representando alta de +31,5% no período, mas ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e distante da média do Mato Grosso (87,2%), posicionando o município no percentil 46. Já a perda de água caiu para 12,1% em 2022, revertendo um longo período crítico entre 2013 e 2018, quando o índice chegou a 88,9%; o resultado atual é bem melhor que a mediana nacional (29,9%) e que a UF (40,5%), colocando o município entre os 10% com menor perda do país — sinal de que os investimentos recentes em infraestrutura hídrica surtiram efeito.
No esgotamento sanitário, o cenário é mais desafiador: apenas 71,2% dos domicílios têm coleta (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (84,7%), e o destino inadequado de dejetos ainda atinge 21,4% dos domicílios, valor superior à mediana do país (14,9%) e ao dobro da média estadual (11,2%), situando o município no percentil 62 (pior que a maioria). Essa lacuna em saneamento pode ajudar a explicar por que as emissões de resíduos, embora pequenas em termos absolutos (1.718 tCO₂e em 2024), cresceram 61% desde 2010 e mostram tendência de alta persistente.
O principal ponto de atenção é o setor de energia: as emissões saltaram de patamares residuais (5 mil tCO₂e em 2010-2011) para 147.889 tCO₂e em 2024, aumento de quase 2.750%, com forte salto a partir de 2013 e novo patamar elevado em 2022-2024. Esse comportamento é o principal motor do crescimento das emissões totais de GEE do município, que somaram 889.670 tCO₂e em 2024 (+112,4% desde 2010), colocando Santo Antônio do Leste no percentil 88 nacional — ou seja, entre os municípios mais emissores do país, embora muito abaixo do total da UF. A potência hidráulica instalada permanece estável em 2 MW desde 2010, abaixo da mediana nacional (10 MW), o que sugere que a matriz elétrica local depende de outras fontes, possivelmente associadas ao crescimento das emissões energéticas.
Em síntese, o município avançou em abastecimento de água e reduziu perdas de forma notável, mas enfrenta déficit relativo em coleta de esgoto e destinação inadequada de dejetos, além de um crescimento acelerado e preocupante das emissões de GEE, sobretudo no setor energético, que merece atenção prioritária da gestão pública local nos próximos ciclos de planejamento ambiental.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
73.3%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
12.1%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
71.2%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
21.4%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
2 MW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
2 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
889.670 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.718 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
147.889 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
