Santo Antônio do MonteMG
28.358 habitantes · IBGE 3160405
Resumo socioambiental
Santo Antônio do Monte apresenta em 2024 um saneamento básico acima da média nacional e mineira, com 87,8% de cobertura de água (mediana Brasil 73,2%, UF 83,3%, percentil 74) e 84,8% de coleta de esgoto (mediana Brasil 59,9%, UF 78,2%, percentil 76). O destaque positivo é o tratamento de esgoto, em 76,2%, mais que o dobro da mediana nacional (33,3%) e da UF (44,6%), posicionando o município no percentil 82. A perda de água na distribuição também evoluiu bem, caindo de 39,6% em 2010 para 19,9% em 2024 (queda de 49,6% no período), ficando abaixo da mediana nacional (29,1%) e da UF (35,8%), o que indica ganhos reais de eficiência operacional do sistema de abastecimento.
Apesar dos avanços em água e esgoto, chama atenção uma perda de qualidade recente na coleta, que recuou de patamares próximos a 100% (2009-2014) para os atuais 84,8%, uma queda de 15,2% no indicador. Do lado dos resíduos sólidos, o dado é mais preocupante: apenas 1 unidade de destinação registrada (2023), com redução de 50% frente a 2012, e o destino inadequado de domicílios em 7,2% (2022), praticamente no mesmo nível da UF (7,4%), embora bem melhor que a mediana nacional (14,9%). Essa fragilidade na gestão de resíduos se reflete diretamente nas emissões: o setor de resíduos gerou 19.178 tCO₂e em 2024, valor mais de três vezes a mediana nacional (6.191 tCO₂e), colocando o município no percentil 82 — um contraste importante frente ao bom desempenho em esgotamento sanitário, sugerindo que o problema climático do setor está mais ligado à destinação final de resíduos sólidos do que ao esgoto propriamente dito.
O total de emissões de GEE do município chegou a 322.414 tCO₂e em 2024, alta de 30,2% desde 2010, também bem acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 72), impulsionado tanto por resíduos quanto por energia (37.854 tCO₂e, percentil 64, alta de 22,7% na década). A matriz energética local é modesta e estagnada, com potência hidráulica de apenas 500 kW e biomassa de 120 kW, ambas sem variação desde suas séries históricas e muito abaixo das medianas nacionais (10 MW e 5 MW, respectivamente), evidenciando baixa diversificação e investimento em geração local de energia renovável.
Em síntese, Santo Antônio do Monte apresenta um desempenho sólido em água e esgotamento sanitário, superior às referências estadual e nacional, mas enfrenta desafios crescentes em gestão de resíduos sólidos e emissões associadas, que crescem de forma consistente e já superam significativamente as referências nacionais. Não há registros recentes de eventos hidrológicos extremos (cheia em 2016, sem registros de seca), mas a fragilidade na infraestrutura de destinação final e a estagnação na geração de energia renovável indicam pontos prioritários para investimento e políticas públicas ambientais.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
87.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
84.8%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
76.2%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
19.9%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
90.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
7.2%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2023
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
620 kW
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
500 kW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
322.414 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
19.178 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
37.854 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
