Santo Antônio do RetiroMG

6.743 habitantes · IBGE 3160454

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio do Retiro/MG apresenta o saneamento básico como principal fragilidade socioambiental do município. A cobertura de água atinge apenas 22,8% em 2022, muito abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 4 do país — ou seja, entre os piores do Brasil nesse quesito. A série histórica mostra estagnação: o indicador oscila na faixa de 22-26% desde 2008, sem sinais de melhoria estrutural. A perda de água na distribuição, de 34,5% (2022), também é pior que a mediana nacional (29,9%), embora próxima da média estadual (35,0%), indicando ineficiência operacional que provavelmente agrava a baixa cobertura.

O esgotamento sanitário mostra quadro misto. A coleta de esgoto caiu de 100% (período 2007-2014) para 87,0% em 2021, uma retração de -7,4% que aproxima o município da mediana nacional (87,8%) e o coloca no percentil 49 — desempenho mediano. Já o tratamento de esgoto, de 63,4% em 2022, supera tanto a mediana brasileira (37,7%) quanto a mineira (44,5%), com percentil 65, embora venha em trajetória de queda desde o pico de 73,9% em 2010. Esse contraste — coleta mediana com tratamento acima da média — sugere que o único sistema de tratamento existente (1 ETE, 2020) opera com relativa eficiência, mas o SNIS diverge do Censo IBGE: apenas 55,8% dos domicílios têm coleta (2022) e 43,9% têm destino inadequado de esgoto, taxa quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e seis vezes a mineira (7,4%), com percentil 89 — um dos piores do país. Essa discrepância entre as fontes indica possível concentração da infraestrutura formal em parte da população, deixando parcela expressiva de domicílios sem atendimento adequado.

Em emissões de GEE, o município tem desempenho relativamente favorável frente ao Brasil: 47.206 tCO₂e em 2024 (percentil 20, ou seja, entre os 20% com menores emissões), bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). As emissões de resíduos, de 2.111 tCO₂e, também estão abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas cresceram 4,1% no último ano — movimento coerente com a fragilidade da gestão de esgoto e resíduos observada nos indicadores de saneamento. Já as emissões de energia saltaram +87,6% desde 2010, para 4.801 tCO₂e, embora ainda estejam abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Os registros hídricos de 2016 mostram ausência de eventos de cheia, mas 6 registros de seca observada, valor superior à mediana nacional (zero), embora modesto frente ao volume estadual (1.609). Em síntese, o município demanda atenção prioritária para investimentos em infraestrutura de água e esgoto — especialmente ampliação da cobertura domiciliar —, dado que os indicadores de saneamento básico destoam negativamente do padrão nacional, enquanto o perfil de emissões permanece comparativamente controlado.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

30.7%

2024

7
34.5% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

22.2%

2024

17
77.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

62.5%

2024

70
15.5% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.2%

2024

32
24.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.8%

2022

21
74.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

43.9%

2022

11
35.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

47.206 tCO₂e

2024

80
13.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.111 tCO₂e

2024

86
4.1% no período

Emissões de energia

SEEG

4.801 tCO₂e

2024

80
87.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

6

2016

21
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.