Santo Antônio do SudoestePR

24.644 habitantes · IBGE 4124400

IA

Resumo socioambiental

Santo Antônio do Sudoeste apresenta quadro saneamento intermediário, com cobertura de água de 77,2% em 2022 — próxima da mediana nacional (76,5%) mas bem abaixo do patamar do Paraná (96,1%), colocando o município no percentil 51. Chama atenção o recuo frente a 2021 (87,9%), interrompendo uma trajetória de crescimento contínuo desde 2008 (58,6%). Esse retrocesso ocorre justamente quando a perda de água atinge 35,3% (2022), o maior valor da série histórica e superior tanto à mediana nacional (29,9%) quanto à média estadual (29,6%), sugerindo problemas de gestão da rede que podem estar comprometendo a eficiência do abastecimento.

No esgotamento sanitário, a coleta chegou a 73,9% em 2021, com avanço expressivo desde 2009 (46,7%), porém ainda distante da mediana nacional (87,8%) e do Paraná (89,9%), posicionando o município no percentil 39. Já o tratamento de esgoto, em 63,2% (2022), supera consideravelmente a mediana nacional (37,7%), embora fique abaixo do padrão estadual (78,7%). Essa combinação — coleta abaixo da média nacional com tratamento acima dela — indica que o município trata bem o esgoto que coleta, mas ainda peca em ampliar a rede de captação, com apenas 1 ETE registrada (2020), no limite da mediana nacional. Coerentemente, o indicador de destino inadequado de resíduos domiciliares (16,6% em 2022) permanece acima da mediana do país (14,9%) e muito superior ao Paraná (5,6%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE caíram para 120.193 tCO₂e em 2024, recuo de 21,5% desde 2010, ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e). Entretanto, essa melhora não é uniforme entre os setores: as emissões de resíduos subiram 21,5% no período, atingindo 11.988 tCO₂e (percentil 71, quase o dobro da mediana nacional de 6.191 tCO₂e), refletindo diretamente a fragilidade na gestão de destinação inadequada mencionada acima. As emissões de energia também cresceram 12,1% em relação a 2010, alcançando 50.250 tCO₂e, bem acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Eventos hidrológicos extremos registrados em 2016 mostram 4 ocorrências de cheia e 4 de seca, ambos no percentil elevado nacionalmente (96 e 72, respectivamente), embora sem série histórica recente para avaliar tendência. Em síntese, o município avançou em tratamento de esgoto e reduziu emissões totais, mas enfrenta desafios crescentes de perda de água na rede, expansão da coleta de esgoto e controle das emissões ligadas a resíduos e energia, áreas que merecem atenção prioritária da gestão local.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.4%

2024

41
5.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

55.5%

2024

46
18.8% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

72.3%

2024

78
19.6% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

38.5%

2024

31
62.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.0%

2022

62
0.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

16.6%

2022

47
1.4% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

120.193 tCO₂e

2024

54
21.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

11.988 tCO₂e

2024

29
21.5% no período

Emissões de energia

SEEG

50.250 tCO₂e

2024

30
12.1% no período

Registros de cheia

ANA

4

2016

4
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

4

2016

28
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.