Santo Antônio dos MilagresPI
2.189 habitantes · IBGE 2209450
Resumo socioambiental
Santo Antônio dos Milagres apresenta quadro de saneamento aquém dos padrões nacionais, com sinais de retrocesso recente. A cobertura de água atingiu 52,1% em 2022, bem abaixo da mediana brasileira (76,5%) e da média do Piauí (73,0%), posicionando o município no percentil 22 do país. Chama atenção a trajetória: após pico de 66,3% em 2020, o indicador vem caindo, acompanhado por piora simultânea nas perdas de água, que saltaram de 24,1% (2020) para 47,4% em 2022 — acima da mediana nacional (29,9%) e mesmo da UF (46,4%), sugerindo problemas operacionais ou de manutenção na rede que merecem investigação prioritária.
O saneamento de esgoto/coleta também revela desafios estruturais. Apenas 59,9% dos domicílios tinham coleta em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (70,4%), colocando o município no percentil 26. Mais crítico é o destino inadequado de resíduos domiciliares, ainda em 38,4%, mais que o dobro da mediana brasileira (14,9%) e acima da UF (26,3%), no percentil 84 — embora represente avanço expressivo frente aos 77,4% de 2010. Essa lacuna em coleta e destinação adequada de resíduos, contudo, não se traduz em pressão relevante sobre as emissões de resíduos do inventário de GEE, que somaram apenas 930 tCO₂e em 2024, valor muito inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 1.
Em termos de emissões totais de GEE, o município figura no percentil 19 nacional, com 45.778 tCO₂e em 2024 — bem abaixo da mediana do país (138.513 tCO₂e) — mas com forte oscilação: houve salto para 64.305 tCO₂e em 2023 seguido de recuo, e variação acumulada de +349,9% desde 2010, indicando volatilidade que pode estar associada a atividades agropecuárias ou de uso da terra, não detalhadas neste dossiê. Não há registros de emissões do setor energético nem eventos de cheia ou seca reportados na série disponível (2016), o que limita a análise de riscos climáticos extremos para o município.
Em síntese, o quadro socioambiental de Santo Antônio dos Milagres é marcado por infraestrutura de saneamento frágil e em parte regressiva — sobretudo no abastecimento de água e no controle de perdas —, enquanto as emissões de GEE permanecem comparativamente baixas em escala nacional, mas com tendência de crescimento que demanda monitoramento. A recuperação da cobertura de água aos patamares de 2020 e o controle das perdas devem ser prioridades imediatas de gestão.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
35.3%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
65.5%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
59.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
38.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
45.778 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
930 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
0 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
