Santo AugustoRS

14.196 habitantes · IBGE 4317806

IA

Resumo socioambiental

Santo Augusto/RS apresenta em 2022 cobertura de água de 81,0%, abaixo do pico histórico de 88,5% registrado em 2015 e em queda de 4,7% no período analisado. Ainda assim, o índice supera a mediana nacional (76,5%) e posiciona o município no percentil 57, embora fique aquém da média gaúcha (88,1%). Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que chegou a 35,7% em 2022 — patamar acima da mediana do país (29,9%) e muito próximo da média do RS (36,5%), colocando o município no percentil 63 (pior que a maioria). Apesar da redução de 23,2% em relação ao início da série, o índice de perdas ainda indica ineficiência operacional relevante no sistema de abastecimento, que pode estar limitando ganhos de cobertura.

No saneamento domiciliar, o quadro é mais favorável: 89,6% dos domicílios têm coleta de resíduos (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (82,7%), com leve avanço de 0,5% desde 2010. O destino inadequado de resíduos caiu de 10,8% para 6,7% no mesmo período (-37,6%), mostrando melhora consistente, embora o município ainda esteja no percentil 31 nacional — pior que a média do RS (4,5%) — sinalizando espaço para aprimoramento na destinação final.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE somaram 159.447 tCO₂e em 2024, com queda de 2,7% frente ao início da série, mas ainda acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e). O destaque positivo é o setor de energia, que reduziu emissões em 59,1% desde 2010 (de 69.391 para 28.408 tCO₂e), refletindo provável transição da matriz energética local. Em contrapartida, as emissões de resíduos cresceram 17,6% no período, atingindo 8.065 tCO₂e em 2024 — acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) —, o que dialoga com o desafio de perdas de água e reforça a necessidade de investimentos em gestão de resíduos e infraestrutura hídrica para reverter essa tendência.

Quanto a eventos hidrológicos extremos, o município registrou 1 ocorrência de cheia e 5 de seca em 2016, ambos no percentil 76 nacional, indicando exposição relevante a eventos climáticos extremos em comparação com a maioria dos municípios brasileiros, o que reforça a importância de políticas de resiliência hídrica alinhadas à redução de perdas no sistema de abastecimento.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

79.3%

2024

59
3.2% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

28.4%

2024

52
29.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.6%

2022

77
0.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.7%

2022

69
37.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

159.447 tCO₂e

2024

46
2.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

8.065 tCO₂e

2024

41
17.6% no período

Emissões de energia

SEEG

28.408 tCO₂e

2024

42
59.1% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

5

2016

24
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.