Santo EstêvãoBA

54.940 habitantes · IBGE 2928802

IA

Resumo socioambiental

Santo Estêvão/BA apresenta quadro preocupante em saneamento básico, com retrocesso na cobertura de água: caiu de 84,3% (2019) para 57,8% (2022), queda acumulada de -12,7% no período histórico e posicionamento no percentil 27 nacional, abaixo da mediana do país (76,5%) e da Bahia (80,7%). Esse recuo é acentuado, já que o município chegou a superar 85% de cobertura em 2012. As perdas de água também são elevadas, em 39,5% (2022), acima da mediana nacional (29,9%), embora com melhora recente frente aos picos de 45-46% registrados entre 2020 e 2021 — indicando ineficiência operacional que compromete o abastecimento mesmo com investimentos.

Em esgotamento sanitário, a situação é crítica: apenas 14,4% de coleta (2021) e 14,8% de tratamento (2022), muito aquém das medianas nacionais (87,8% e 37,7%, respectivamente), colocando o município nos percentis 9 e 37. Houve avanço expressivo desde 2016 (quando a coleta era de apenas 4,9%), mas o município opera com uma única ETE (2020), no limiar da mediana nacional. Coerentemente, o destino inadequado de dejetos em domicílios ainda atinge 30,4% (2022) — o dobro da mediana do Brasil (14,9%) — embora em queda de -30,9% desde 2010, sinalizando esforço de universalização ainda incompleto.

No eixo climático, as emissões totais de GEE somaram 392.069 tCO₂e em 2024, com queda moderada de -5,0% frente a 2010, mas ainda no percentil 76 nacional — indicando perfil emissor elevado para o porte do município. O maior componente é energia (347.075 tCO₂e, percentil 94), sugerindo forte dependência de fontes intensivas em carbono. Chama atenção o crescimento de +86,9% nas emissões de resíduos desde 2010, atingindo 26.121 tCO₂e (percentil 88) — trajetória que dialoga diretamente com a baixa cobertura de coleta e tratamento de esgoto, reforçando o diagnóstico de gestão de resíduos e efluentes ainda deficitária.

Quanto a eventos hidrológicos, não há registros de cheias (2016), mas há 7 registros de seca observada, no percentil 81 nacional, indicando maior exposição a estiagens que a média do país. Em contrapartida, o índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 4,000, igual à mediana nacional e superior à média da Bahia (3,281), sugerindo perspectiva relativamente favorável a longo prazo — desde que os investimentos em infraestrutura de água e esgoto sejam retomados e ampliados para reverter os retrocessos recentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.8%

2024

40
12.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

13.7%

2024

11
615.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

17.6%

2024

39
1025.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

34.3%

2024

38
13.9% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

65.4%

2022

32
16.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

30.4%

2022

25
30.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

392.069 tCO₂e

2024

24
5.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

26.121 tCO₂e

2024

13
86.9% no período

Emissões de energia

SEEG

347.075 tCO₂e

2024

6
8.3% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

7

2016

19
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.