Santo Inácio do PiauíPI
3.719 habitantes · IBGE 2209500
Resumo socioambiental
Santo Inácio do Piauí apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com avanços no acesso à água tratada, mas fragilidades importantes em saneamento de esgoto e uma trajetória crescente de emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 78,2% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (73,0%), posicionando o município no percentil 53. Contudo, essa evolução positiva é comprometida pelo alto índice de perda de água, que saltou para 44,5% em 2022 — pior que a mediana nacional (29,9%) e situando o município no percentil 78, ou seja, entre os que mais desperdiçam água tratada no país. Essa combinação sugere que, apesar da expansão da rede, a eficiência operacional do sistema precisa de atenção urgente para não comprometer os ganhos de cobertura.
No saneamento básico, o cenário é mais preocupante. Apenas 65,1% dos domicílios contam com coleta de esgoto (2022), abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média estadual (70,4%), colocando o município no percentil 32. Consequentemente, 34,9% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos, taxa expressivamente pior que a mediana nacional (14,9%) e que a média do Piauí (26,3%), posicionando Santo Inácio do Piauí no percentil 80 — entre os piores do país nesse indicador. Essa lacuna estrutural provavelmente contribui para o crescimento contínuo das emissões de resíduos, que passaram de 1.309 para 1.951 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+49,1%), embora esse volume ainda seja bem inferior à mediana nacional (6.191 tCO₂e).
As emissões totais de GEE do município cresceram significativamente, atingindo 227.623 tCO₂e em 2024, alta de 160,7% desde 2010, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e) e posicionando o município no percentil 63. O salto mais acentuado ocorreu a partir de 2020, indicando mudança de padrão nas fontes emissoras, possivelmente ligada a uso da terra ou atividades agropecuárias, já que as emissões de energia (1.724 tCO₂e) e resíduos (1.951 tCO₂e) têm participação comparativamente pequena nesse total.
Por fim, os registros hidrológicos de 2016 mostram ausência de cheias, alinhada à mediana nacional, mas uma alta ocorrência de eventos de seca (12 registros), refletindo a vulnerabilidade climática típica do semiárido piauiense, com o estado no percentil 90 nacional para esse indicador. Diante desse cenário, recomenda-se priorizar investimentos na redução de perdas hídricas e na ampliação da coleta e tratamento de esgoto, medidas que trariam ganhos simultâneos em saúde pública, eficiência de recursos e mitigação de emissões.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
60.3%
2023
Perda de água
SNIS/SINISA
53.8%
2023
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
65.1%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
34.9%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
227.623 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.951 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.724 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
