São Benedito do Rio PretoMA

18.793 habitantes · IBGE 2110401

IA

Resumo socioambiental

São Benedito do Rio Preto/MA apresenta quadro crítico de saneamento básico em 2024, com cobertura de água de apenas 22,7%, muito abaixo da mediana nacional (73,2%) e da UF (53,5%), posicionando o município no percentil 4 — entre os piores do país. A situação se agravou na última década, já que a cobertura chegou a 35,7% em 2016 e vem em trajetória de queda. As perdas de água, por sua vez, atingiram 77,8% em 2024, patamar muito superior à mediana nacional (29,1%) e à média estadual (57,3%), colocando o município no percentil 97 — ou seja, entre os piores 3% do Brasil nesse indicador, o que evidencia ineficiência grave na distribuição hídrica que compromete ainda mais o já baixo acesso à água.

No esgotamento sanitário, os dados mais recentes (2015) mostram cobertura de coleta de 97,1%, superior à mediana nacional de 2024 (59,9%), mas sem qualquer tratamento (0,0%) desde então, enquanto a mediana nacional é de 33,3%. Essa defasagem informacional de quase uma década é preocupante e sugere possível descontinuidade na gestão do serviço. Já pelos dados censitários do IBGE, o destino inadequado de resíduos domiciliares atingia 52,8% dos domicílios em 2022 — bem acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (29,4%), no percentil 94 —, embora com melhora expressiva frente aos 97,5% de 2010. Essa combinação de baixo tratamento de esgoto e destinação inadequada de resíduos ajuda a explicar o crescimento das emissões de resíduos, que somaram 9.690 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e).

O indicador mais alarmante é o de emissões totais de GEE, que saltaram de 203 mil tCO₂e em 2010 para 1.250.200 tCO₂e em 2024, alta de 515,8% no período, muito acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 92. O crescimento acelerado a partir de 2019 sugere mudança estrutural na matriz de emissões do município, possivelmente associada a uso da terra, já que as emissões de energia também cresceram fortemente (de 559 para 19.518 tCO₂e, alta de 3.389,9%), embora ainda próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Em síntese, o município combina infraestrutura de saneamento deficitária e em deterioração — especialmente no acesso à água e no controle de perdas — com forte expansão das emissões de GEE, configurando um duplo desafio socioambiental que demanda investimentos urgentes em redução de perdas hídricas, retomada do tratamento de esgoto e gestão adequada de resíduos sólidos, além de monitoramento das fontes de emissão que impulsionaram o crescimento expressivo observado na última década.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

22.7%

2024

4
16.8% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

97.1%

2015

0.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2015

Perda de água

SNIS/SINISA

77.8%

2024

3
20.5% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

35.0%

2022

5
1284.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

52.8%

2022

6
45.8% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.250.200 tCO₂e

2024

8
515.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.690 tCO₂e

2024

35
176.9% no período

Emissões de energia

SEEG

19.518 tCO₂e

2024

49
3389.9% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.