São Bento AbadeMG

4.835 habitantes · IBGE 3160801

IA

Resumo socioambiental

São Bento Abade apresenta saneamento básico acima da média nacional em quase todos os indicadores de água e coleta de esgoto, mas revela um gargalo crítico no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 92,5% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (84,3%), posicionando o município no percentil 74. A perda de água, por sua vez, caiu para 11,3% em 2022, um dos melhores desempenhos do país (percentil 9, ante mediana nacional de 29,9%). Já a coleta de esgoto, embora elevada em 96,4% (2021), vem em trajetória de queda desde 2010, quando chegava a 100%. O ponto mais preocupante é o tratamento de esgoto, que despencou para 0,0% em 2022 — desempenho inferior à mediana nacional (37,7%) e à média mineira (44,5%), indicando que todo o esgoto coletado é despejado sem tratamento, um risco direto à qualidade dos corpos hídricos locais.

Na gestão de resíduos sólidos, o município também se destaca positivamente: 94,9% dos domicílios têm coleta de lixo (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e do percentil 91, enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 3,8%, bem abaixo da mediana nacional (14,9%). Contudo, chama atenção a existência de apenas 1 unidade de destinação registrada (2020), igual à mediana nacional, mas muito distante das 135 unidades da UF — sugerindo forte dependência de estruturas externas ao município para disposição final.

Do ponto de vista climático, as emissões totais de GEE caíram para 13.576 tCO₂e em 2024, uma redução de 56,5% frente ao início da série e bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 6. Entretanto, as emissões de resíduos cresceram 14,4% no período, atingindo 2.770 tCO₂e em 2024 — movimento coerente com a ausência de tratamento de esgoto e a possível geração de metano em disposição final inadequada. As emissões de energia também subiram 6,7%, para 3.073 tCO₂e, indicando pressão crescente desse setor mesmo com o total geral em queda.

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA para o município em 2016, o que limita a análise de risco hidroclimático recente. Em síntese, São Bento Abade exibe indicadores de acesso e infraestrutura de água e resíduos superiores à média nacional, mas o zerado tratamento de esgoto e o crescimento das emissões de resíduos e energia apontam para a necessidade de investimentos prioritários em estações de tratamento, sob pena de comprometer os ganhos ambientais já conquistados em outras frentes.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.6%

2024

82
0.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

92.1%

2024

86
7.9% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

9.3%

2024

95
33.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

94.9%

2022

91
2.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

3.8%

2022

80
47.9% no período

Unidades de destinação

IBAMA (CTF-APP)

1

2020

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

13.576 tCO₂e

2024

94
56.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.770 tCO₂e

2024

78
14.4% no período

Emissões de energia

SEEG

3.073 tCO₂e

2024

88
6.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.