São Bento do SapucaíSP

11.948 habitantes · IBGE 3548609

IA

Resumo socioambiental

São Bento do Sapucaí apresenta quadro misto em saneamento, com destaque negativo para a coleta de esgoto, que caiu de patamares próximos à universalização (100,0% entre 2019 e 2021) para 47,1% em 2024 — retração de 49,2% e abaixo da mediana nacional (59,9%) e muito distante da UF (92,5%, percentil 38). Já o tratamento de esgoto evoluiu de forma expressiva, alcançando 69,5% em 2024, superando a mediana nacional (33,3%) e aproximando-se da UF (66,6%, percentil 76). Essa combinação sugere que, embora o município trate proporcionalmente mais do esgoto coletado, a queda abrupta na cobertura de coleta a partir de 2023 é o principal ponto de atenção, possivelmente associada a mudança metodológica ou a problemas operacionais na rede.

O abastecimento de água segue estável, com cobertura de 66,9% em 2024 (percentil 41, abaixo da mediana nacional de 73,2% e da UF de 96,6%), mas a perda de água é um ponto forte: 11,4%, bem inferior à mediana nacional (29,1%) e à UF (28,2%), posicionando o município no percentil 8 (baixa perda é positivo). Os dados do Censo corroboram avanços históricos: o destino inadequado de resíduos domiciliares caiu de 7,9% (2010) para 1,7% (2022), abaixo da mediana nacional (14,9%), embora ainda superior à UF (1,0%).

No eixo climático, as emissões totais de GEE recuaram para 72.576 tCO₂e em 2024 (-30,8% frente a 2010), ficando abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 31). Entretanto, essa melhora é puxada por outros setores, pois as emissões de energia dispararam +246,6% desde 2010, atingindo 68.058 tCO₂e (percentil 75, acima da mediana nacional de 18.929 tCO₂e) — provável reflexo do crescimento urbano e do consumo elétrico. As emissões de resíduos também cresceram moderadamente (+15,7%), somando 10.575 tCO₂e, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que dialoga com a queda na coleta de esgoto e reforça a necessidade de atenção à gestão de resíduos e efluentes de forma integrada.

Em síntese, o município combina indicadores hídricos e de resíduos relativamente bons (baixa perda de água, baixo destino inadequado) com sinais de alerta em esgotamento sanitário (queda acentuada na coleta) e em emissões de energia, que crescem de forma consistente e já superam a mediana nacional. A recuperação da cobertura de coleta de esgoto e o monitoramento da matriz energética local devem ser prioridades para gestores nos próximos ciclos de planejamento.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

66.9%

2024

41
1.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

47.1%

2024

38
49.2% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

69.5%

2024

76
918.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

11.4%

2024

92
37.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

86.4%

2022

69
6.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

1.7%

2022

90
78.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

72.576 tCO₂e

2024

69
30.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

10.575 tCO₂e

2024

32
15.7% no período

Emissões de energia

SEEG

68.058 tCO₂e

2024

25
246.6% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.