São Bento do SulSC
86.851 habitantes · IBGE 4215802
Resumo socioambiental
São Bento do Sul apresenta um quadro socioambiental heterogêneo, com forte desempenho em abastecimento de água, mas atraso relevante em saneamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 94,6% em 2022, bem acima da mediana nacional (76,5%) e da UF (90,1%), embora tenha recuado frente aos anos anteriores (98-100% entre 2011 e 2021). Já a perda de água chegou a 40,4% em 2022, patamar pior que a mediana nacional (29,9%) e superior ao de Santa Catarina (34,6%), indicando ineficiência operacional na distribuição que contrasta com a boa cobertura. Na coleta de esgoto, o município soma apenas 34,1% em 2021, abaixo da mediana nacional (87,8%), embora acima do restante do estado (43,6% de mediana estadual é maior, situando o município no percentil 19). O tratamento de esgoto, por sua vez, está em 36,2% (2022), próximo à mediana nacional (37,7%) e à média estadual (39,7%), sugerindo que, apesar da baixa coleta, o esgoto captado é tratado em proporção compatível com o padrão do país — o que é reforçado pela presença de 7 ETEs no município (2020), número muito superior à mediana nacional (1 unidade), colocando São Bento do Sul no percentil 98.
Do lado dos resíduos sólidos, a gestão é positiva: 98,6% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado caiu para 0,4%, um dos menores índices do país (percentil 3). Contudo, as emissões de resíduos aumentaram 23,8% entre 2010 e 2024, chegando a 39.673 tCO₂e, valor muito superior à mediana nacional (6.191 tCO₂e), o que evidencia que, apesar da boa cobertura de coleta, o volume de resíduos gerados segue pressionando as emissões locais — situação que dialoga com a limitação de apenas 1 unidade de destinação (2024), em queda de 50% frente a 2021.
No campo climático, as emissões totais de GEE somaram 303.559 tCO₂e em 2024, com queda de 23,1% desde 2010, mas ainda no percentil 70 nacional. O setor de energia é o principal vetor de crescimento, com alta de 50,8% no período, atingindo 198.520 tCO₂e — muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Essa trajetória não é compensada por avanços na geração renovável: a potência solar está estagnada em 558 kW desde 2019, abaixo da mediana nacional (908 kW), enquanto a biomassa também não cresce (2 MW). O investimento público, de R$ 5,7 milhões em 2026, embora acima da mediana nacional (R$ 3,1 milhões), é modesto frente ao potencial estadual (R$ 133,9 milhões) e não indica ainda impulso robusto o suficiente para reverter os gargalos de esgotamento sanitário e a estagnação energética renovável.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
95.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
38.7%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
32.7%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
7
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
25.7%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
98.6%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
0.4%
2022
Unidades de destinação
IBAMA (CTF-APP)
1
2024
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
5 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
558 kW
2024
Potência hidráulica
ANEEL (SIGA)
3 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
558 kW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
303.559 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
39.673 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
198.520 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
2
2016
Investimento
Investimento público
PNCP
R$ 5.7 mi
2026
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
