São Bento do TocantinsTO
5.936 habitantes · IBGE 1720101
Resumo socioambiental
São Bento do Tocantins apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços expressivos no abastecimento de água convivendo com fragilidades estruturais em saneamento e um perfil de emissões crescente. A cobertura de água atingiu 88,3% em 2022, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima do patamar da UF (86,6%), no percentil 67. Esse ganho, contudo, é acompanhado por um problema grave de eficiência operacional: a perda de água chegou a 60,3% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e quase o triplo da UF (34,3%), posicionando o município no percentil 93 — entre os piores do país nesse indicador. Ou seja, o sistema entrega água a mais domicílios, mas desperdiça a maior parte do volume produzido, o que compromete a sustentabilidade do serviço e exige investimento prioritário em redução de perdas.
No manejo de resíduos sólidos, a situação é preocupante: apenas 60,4% dos domicílios têm coleta (2022), bem abaixo da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,1%), no percentil 26. Como reflexo direto, o destino inadequado de resíduos atinge 33,3% dos domicílios, mais que o dobro da mediana nacional (14,9%), no percentil 78. Essa lacuna de cobertura ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora relativamente baixas em termos absolutos (2.966 tCO₂e em 2024, percentil 24), cresceram 66% desde 2010, indicando acúmulo progressivo de material não gerenciado adequadamente.
O balanço de emissões de GEE do município é dominado por outros vetores: o total chegou a 591.411 tCO₂e em 2024, no percentil 83 nacional, com alta de 23,2% desde 2010, mas com forte oscilação ano a ano (mínimo de 231.660 tCO₂e em 2022). Chama atenção o salto nas emissões de energia, que passaram de 2.580 tCO₂e em 2010 para 78.789 tCO₂e em 2024 — aumento de quase 30 vezes —, situando o município no percentil 78 nacional nesse quesito. Não há registros de cheia ou seca reportados na série disponível (ANA, 2016), o que não permite avaliar risco hidrológico recente.
Em síntese, o município evoluiu na universalização formal do acesso à água, mas enfrenta desafios estruturais relevantes: perdas hídricas muito acima do padrão nacional, cobertura insuficiente de coleta de resíduos com consequente destinação inadequada, e trajetória ascendente de emissões, sobretudo do setor energético. Recomenda-se priorizar investimentos em redução de perdas no sistema de água e ampliação da coleta de resíduos, dado que ambos os problemas se retroalimentam com os indicadores de emissões e qualidade ambiental.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
53.4%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
53.8%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
60.4%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
33.3%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
591.411 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
2.966 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
78.789 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
