São BentoMA

48.036 habitantes · IBGE 2110500

IA

Resumo socioambiental

São Bento/MA apresenta um quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento básico que se refletem diretamente nas emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 43,5% em 2024, muito abaixo da mediana nacional de 73,2% e também inferior à média do Maranhão (53,5%), posicionando o município no percentil 15 do país — ou seja, entre os piores atendidos. Mais grave é a perda de água na distribuição, que chegou a 66,3% em 2024, patamar mais que o dobro da mediana nacional (29,1%) e superior à média estadual (57,3%), colocando o município no percentil 93 (pior faixa). Após queda até 2016 (54,8%), as perdas voltaram a subir consistentemente, indicando deterioração da rede e ineficiência operacional que compromete a expansão do próprio acesso à água.

No saneamento de esgoto, a coleta domiciliar evoluiu de 38,3% (2010) para 55,0% (2022), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%) e da média maranhense (65,5%), no percentil 20. O destino inadequado de dejetos, embora tenha caído de 61,7% para 39,4% no mesmo período, permanece quase três vezes acima da mediana nacional (14,9%) e superior à média do estado (29,4%), no percentil 85. Essa deficiência de tratamento de esgoto e resíduos tem correlação direta com o aumento de 74,9% nas emissões do setor de resíduos entre 2010 e 2024 (de 10.484 para 18.335 tCO₂e), evidenciando que a falta de infraestrutura adequada de destinação final está ampliando a pegada de carbono do município, acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e) e no percentil 81.

As emissões totais de GEE oscilaram fortemente na série histórica, com picos em 2012 e 2016 (superiores a 800 mil tCO₂e), provavelmente associados a mudanças de uso do solo, e fecharam 2024 em 340.541 tCO₂e, ainda 13,2% acima de 2010 e no percentil 73 nacional. As emissões de energia também cresceram 17,7% no período, atingindo 25.906 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros expressivos de eventos extremos (apenas 1 registro de cheia em 2016, sem seca), mas a fragilidade dos indicadores de saneamento sugere que o município está mais exposto a riscos sanitários e ambientais do que a desastres hidrológicos pontuais, exigindo prioridade em investimentos para redução de perdas de água e ampliação do tratamento de esgoto e resíduos.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

43.5%

2024

15
50.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

66.3%

2024

7
9.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

55.0%

2022

20
43.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

39.4%

2022

15
36.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

340.541 tCO₂e

2024

27
13.2% no período

Emissões de resíduos

SEEG

18.335 tCO₂e

2024

19
74.9% no período

Emissões de energia

SEEG

25.906 tCO₂e

2024

44
17.7% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.