São BrásAL

6.557 habitantes · IBGE 2708204

IA

Resumo socioambiental

São Brás/AL apresenta quadro socioambiental misto, com avanços expressivos em água e resíduos sólidos domiciliares, mas déficit crítico em esgotamento sanitário. A cobertura de água atingiu 73,5% em 2022, salto relevante frente aos 56,7% de 2021, embora ainda abaixo da mediana nacional (76,5%) e da UF (76,9%), posicionando o município no percentil 46. Já a perda de água é destaque positivo: apenas 2,1% em 2022, ante 40,5% em 2008, muito inferior à mediana nacional (29,9%) e à média alagoana (43,9%), colocando o município no percentil 3 — entre os melhores do país nesse quesito, sinal de boa gestão operacional da rede.

O esgotamento sanitário, por outro lado, é o principal gargalo. A coleta de esgoto está estagnada em 38,0% desde 2021, bem abaixo da mediana nacional (87,8%), ainda que superior à média estadual (30,1%), resultando no percentil 20. O tratamento de esgoto é inexistente (0,0% em 2022), enquanto a mediana nacional é 37,7% e a da UF, 26,3%. Essa lacuna entre coleta e tratamento indica que o esgoto coletado é lançado sem tratamento, o que pressiona corpos hídricos e pode comprometer os ganhos obtidos na redução de perdas de água.

Na gestão de resíduos domiciliares, os indicadores são fortes: cobertura de coleta chegou a 91,5% em 2022 (percentil 81), e o destino inadequado caiu para 2,5%, ante 18,0% em 2010, bem abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (13,0%). Essa melhoria, contudo, não se reflete nas emissões de resíduos do SEEG, que cresceram 25,9% entre 2010 e 2024 (de 2.688 para 3.383 tCO₂e), sugerindo que a formalização da coleta pode ter ampliado a disposição em aterros/lixões contabilizados nas emissões, mesmo com percentual ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 29).

As emissões totais de GEE caíram 40,4% entre 2010 e 2024 (de 46.705 para 27.839 tCO₂e), com oscilações no período, mantendo o município em patamar bastante inferior à mediana nacional (138.513 tCO₂e) e à UF (percentil 11). Não há registros de emissões de energia nem de cheias (2016), mas há 2 registros de seca observada no mesmo ano, compatível com o padrão semiárido alagoano (mediana estadual de 672 registros). Em síntese, os desafios prioritários para a gestão municipal são a universalização do tratamento de esgoto e a articulação entre coleta de resíduos e destinação final ambientalmente adequada, de modo a consolidar os ganhos já obtidos em água e limpeza urbana.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

90.1%

2024

77
50.4% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

54.4%

2023

43.1% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

25.2%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

4.7%

2024

98
60.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

91.5%

2022

81
11.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

2.5%

2022

86
86.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

27.839 tCO₂e

2024

89
40.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.383 tCO₂e

2024

71
25.9% no período

Emissões de energia

SEEG

0 tCO₂e

2024

99

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.