São CaitanoPE
39.117 habitantes · IBGE 2613107
Resumo socioambiental
São Caitano/PE apresenta avanços relevantes no abastecimento de água, mas um quadro preocupante em saneamento de esgoto e emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água atingiu 83,3% em 2022, com crescimento de +40,9% desde 2008, superando a mediana nacional (76,5%) e ficando próxima da média estadual (86,7%), no percentil 60. As perdas de água também recuaram fortemente, de 53,3% em 2008 para 18,5% em 2022, patamar bem abaixo da mediana nacional (29,9%) e da UF (43,5%), embora a série mostre oscilação relevante (mínimo de 3,6% em 2021), o que sugere possível instabilidade na medição ou operação do sistema.
O mesmo otimismo não se aplica ao esgotamento sanitário: a coleta estagnou em 47,4% (2019), bem abaixo da mediana nacional (87,8%), e o tratamento de esgoto é inexistente (0,0%), contra mediana nacional de 37,7% e estadual de 35,7%. Essa lacuna se reflete também nos indicadores censitários: 18,0% dos domicílios ainda têm destino inadequado de dejetos (2022), acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (14,8%), apesar da melhora frente a 23,6% em 2010. A ausência de tratamento de esgoto é coerente com o crescimento das emissões de resíduos, que passaram de 12.430 para 17.594 tCO₂e entre 2010 e 2024 (+41,6%), posicionando o município no percentil 81 nacional — um patamar elevado que reforça a urgência de investimentos em saneamento.
No campo energético e climático, as emissões totais de GEE cresceram +57,9% desde 2010, alcançando 216.082 tCO₂e em 2024, acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e no percentil 62. O setor de energia é o principal responsável, com alta de +92,5% no período (149.413 tCO₂e em 2024, percentil 86), indicando pressão crescente da matriz energética local sobre o balanço de emissões. Em contrapartida, o município mantém capacidade instalada de energia solar estável em 67 MW desde 2010, valor expressivo frente à mediana nacional (908 kW) e ao percentil 88, mas essa capacidade não tem sido suficiente para conter o avanço das emissões do setor energético, sugerindo descompasso entre geração renovável e uso final de energia.
Do ponto de vista hídrico, não há registros de cheias em 2016, mas a seca observada foi de 12 registros no mesmo ano, no percentil 90 nacional — indicando maior vulnerabilidade relativa à estiagem do que a eventos de cheia. Em síntese, São Caitano combina progressos claros em abastecimento de água e redução de perdas com desafios estruturais em esgotamento sanitário, emissões de resíduos e energia, que devem orientar prioridades de investimento público nos próximos ciclos de planejamento ambiental.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
71.8%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
47.4%
2019
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2019
Perda de água
SNIS/SINISA
23.6%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
80.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
18.0%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
67 MW
Potência solar
ANEEL (SIGA)
67 MW
2024
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Usinas solares (legado)
ANEEL (SIGA)
67 MW
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
216.082 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
17.594 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
149.413 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
12
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
