São CarlosSC
10.460 habitantes · IBGE 4216008
Resumo socioambiental
São Carlos/SC apresenta um quadro socioambiental misto, com sinais de retrocesso recente em saneamento e aumento consistente das emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água chegou a 75,3% em 2024, próxima da mediana nacional (73,2%) mas bem abaixo da média catarinense (86,8%, percentil 53). Chama atenção a queda abrupta frente aos anos anteriores: em 2022 e 2023 o índice havia atingido 87,0% e 88,9%, respectivamente, sugerindo possível mudança metodológica, atualização cadastral ou perda real de atendimento que merece verificação junto ao prestador local. A perda de água, por sua vez, segue elevada em 34,5% (2024), acima da mediana nacional (29,1%) e da UF (32,3%), embora tenha recuado 6,2% no último ano — ainda assim o patamar é muito superior aos 21,3%-25,9% registrados entre 2017 e 2020, indicando deterioração operacional da rede na década.
No manejo de resíduos sólidos, o percentual de domicílios com coleta caiu para 72,8% em 2022 (ante 76,9% em 2010), ficando abaixo da mediana nacional e distante da UF (89,7%, percentil 43). Coerentemente, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 17,5% dos domicílios, acima da mediana do país (14,9%) e muito acima de Santa Catarina (3,2%, percentil 55), embora represente melhora de 24% frente a 2010. Essa lacuna de coleta ajuda a explicar o salto de 59,4% nas emissões de resíduos entre 2010 e 2024 (de 2.993 para 4.772 tCO₂e), já que resíduos não coletados adequadamente tendem a gerar decomposição em condições precárias, embora o valor absoluto ainda esteja abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 41).
O balanço de emissões totais de GEE também é preocupante: o município saiu de 144.980 tCO₂e em 2010 para 187.016 tCO₂e em 2024, alta de 29%, superando a mediana nacional (138.513 tCO₂e, percentil 58). As emissões de energia mais que dobraram no período (+61,1%, para 19.512 tCO₂e), acompanhando o crescimento urbano e ficando levemente acima da mediana do país (18.929 tCO₂e, percentil 51). Esse conjunto de tendências — infraestrutura de saneamento estagnada ou em queda e emissões em expansão — indica que o crescimento do município não foi acompanhado de investimentos proporcionais em serviços ambientais básicos.
Por fim, os registros de eventos extremos disponíveis (2016) mostram 2 ocorrências de cheia e 5 de seca, valores baixos em termos absolutos, mas que superam a mediana nacional (0 registros) e posicionam o município em percentis elevados (87 e 76, respectivamente) dentro do estado. A ausência de atualizações mais recentes desses indicadores limita a análise de tendência, mas reforça a necessidade de monitoramento contínuo, especialmente diante do aumento de perdas na rede de água e da pressão crescente sobre o sistema de resíduos e emissões.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
75.3%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
34.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
72.8%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
17.5%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
187.016 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.772 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
19.512 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
2
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
5
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
