São Cristóvão do SulSC

6.389 habitantes · IBGE 4216057

IA

Resumo socioambiental

São Cristóvão do Sul/SC apresenta um quadro socioambiental com sinais de deterioração recente no saneamento básico e pressão crescente em emissões de gases de efeito estufa. A cobertura de água caiu de forma abrupta para 65,0% em 2024, após anos oscilando acima de 75%, resultado que fica abaixo da mediana nacional (73,2%) e bem distante da média catarinense (86,8%), posicionando o município no percentil 39. Em contrapartida, a perda de água na distribuição melhorou para 23,3% em 2024, o menor patamar da série histórica e abaixo tanto da mediana nacional (29,1%) quanto da UF (32,3%), sugerindo ganhos de eficiência operacional mesmo com queda na cobertura — um cenário que pode indicar redução de ligações ativas ou mudança na base cadastral do sistema.

No manejo de resíduos sólidos, o município está em situação relativamente favorável: 89,0% dos domicílios têm coleta (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próximo da UF (89,7%), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu para 8,9%, também abaixo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante do patamar catarinense (3,2%). Chama atenção, porém, o forte crescimento das emissões de resíduos no inventário de GEE, que saltaram 80,7% entre 2010 e 2024, atingindo 2.212 tCO₂e — um paradoxo aparente com a melhoria da cobertura de coleta, que pode refletir aumento no volume de resíduos gerados ou mudanças na destinação final captadas pela metodologia SEEG.

O componente mais crítico do dossiê é a trajetória das emissões de energia, que cresceram 176,9% desde 2010, chegando a 123.433 tCO₂e em 2024 — valor muito acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) e que coloca o município no percentil 84, indicando forte intensidade energética relativa ao padrão nacional. Esse comportamento é o principal motor do aumento das emissões totais de GEE, que somaram 143.926 tCO₂e em 2024 (+4,0% na série, percentil 51, próximo da mediana nacional). A potência hidráulica instalada permanece estável em 990 kW desde 2017, abaixo da mediana nacional (10 MW), o que evidencia baixa diversificação de geração local diante do crescimento da demanda energética.

Em síntese, São Cristóvão do Sul combina avanços pontuais em eficiência hídrica e gestão de resíduos com riscos crescentes associados à queda recente da cobertura de água e à escalada expressiva das emissões ligadas ao setor energético. Recomenda-se investigar as causas da queda de cobertura de água em 2024 e monitorar de perto a expansão das emissões energéticas, que já superam significativamente o padrão nacional e podem comprometer metas de sustentabilidade do município no médio prazo.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

65.0%

2024

39
21.3% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

23.3%

2024

66
26.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

89.0%

2022

75
0.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

8.9%

2022

64
23.8% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

990 kW

Hidráulica

Potência hidráulica

ANEEL (SIGA)

990 kW

2024

19
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

143.926 tCO₂e

2024

49
4.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.212 tCO₂e

2024

85
80.7% no período

Emissões de energia

SEEG

123.433 tCO₂e

2024

16
176.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.