São DomingosBA
8.693 habitantes · IBGE 2928950
Resumo socioambiental
São Domingos/BA apresenta um quadro socioambiental misto em 2022, com saneamento em patamar mediano e sinais de deterioração recente na gestão hídrica. A cobertura de água atingiu 79,3% em 2022, acima da mediana nacional (76,5%) e próxima da média estadual (80,7%), mas representa queda de -13,6% frente ao pico histórico de 99,8% em 2012, refletindo perda de universalização ao longo da década. Mais preocupante é a perda de água na distribuição, que saltou de patamares abaixo de 10% (2008-2011) para 22,9% em 2022 — alta de +175,4% no período —, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e do valor estadual (35,0%), indicando ineficiência operacional crescente que merece atenção da gestão local.
No manejo de resíduos sólidos, o município mostra evolução positiva: a coleta domiciliar chegou a 81,0% em 2022 (percentil 58 nacional), enquanto o destino inadequado de resíduos caiu de 19,1% para 11,4% entre 2010 e 2022 (-40,4%), ficando abaixo da mediana nacional (14,9%) e da UF (17,1%). Essa melhora no manejo de resíduos, no entanto, não se traduziu em redução das emissões do setor: as emissões de resíduos cresceram +57,4% desde 2010, atingindo 4.315 tCO₂e em 2024, ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), sugerindo que o aumento da cobertura de coleta tem elevado a geração de metano em disposição final, mesmo com menos descarte inadequado.
O balanço de emissões totais de GEE revela trajetória volátil: de 17.906 tCO₂e em 2010 para um pico de 111.334 tCO₂e em 2016, seguido de recuo e nova alta para 48.469 tCO₂e em 2024 (+170,7% no período), mas o município permanece bem abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), no percentil 20. As emissões de energia mais que triplicaram (+267,7%), chegando a 9.868 tCO₂e em 2024, ainda inferior à mediana nacional (18.929 tCO₂e), indicando pressão crescente do setor energético sobre o perfil de emissões municipal, mas partindo de base pequena.
Quanto a eventos hidrológicos extremos, os únicos registros disponíveis (2016) apontam 1 ocorrência de cheia e 11 de seca observada pela ANA, ambos inferiores às médias estaduais (246 e 2.159, respectivamente), mas acima da mediana nacional (zero), o que já sinalizava vulnerabilidade climática local anterior à piora recente nos indicadores de perda de água e cobertura, reforçando a necessidade de investimentos em infraestrutura hídrica resiliente.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
90.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
17.3%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
81.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
11.4%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
48.469 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.315 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
9.868 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
