São Domingos do AraguaiaPA

21.638 habitantes · IBGE 1507151

IA

Resumo socioambiental

São Domingos do Araguaia apresenta quadro socioambiental misto, com avanços em saneamento mas fragilidades estruturais que ainda superam os padrões nacionais em pontos críticos. A cobertura de água atingiu 92,1% em 2022, patamar superior à mediana nacional (76,5%) e muito acima da UF (55,0%), colocando o município no percentil 73. Entretanto, a perda de água na distribuição chegou a 46,5% no mesmo ano — quase o dobro da mediana nacional (29,9%) e acima da média estadual (34,5%), indicando ineficiência operacional relevante mesmo com boa cobertura formal, o que sugere necessidade de investimento em manutenção de redes para reduzir desperdício.

No manejo de resíduos, a coleta domiciliar evoluiu de 57,9% (2010) para 72,0% (2022), mas ainda fica abaixo da mediana nacional (76,9%), embora supere a UF (71,0%). O destino inadequado de resíduos caiu significativamente, de 42,1% para 24,8% no período, porém permanece acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (23,2%), no percentil 67. Essa lacuna de destinação adequada tem correlação direta com o aumento das emissões de resíduos, que cresceram 26,7% desde 2010, atingindo 9.596 tCO₂e em 2024 — bem acima da mediana nacional (6.191 tCO₂e), reforçando a urgência de qualificar a gestão de resíduos sólidos.

As emissões totais de GEE caíram 43,8% entre 2010 e 2024, fechando em 537.392 tCO₂e, mas o município ainda figura no percentil 81 nacional, evidenciando que, apesar da queda expressiva (provavelmente ligada a mudanças no uso da terra), o perfil emissor permanece elevado frente à mediana do país (138.513 tCO₂e). Chama atenção o crescimento das emissões de energia, que subiram 68,9% no período, alcançando 57.335 tCO₂e em 2024 — também acima da mediana nacional (18.929 tCO₂e) — sinalizando pressão crescente do setor energético que merece monitoramento, especialmente diante da ausência de registros de eventos extremos (cheias e secas) nos dados disponíveis (2016).

Em síntese, o município avançou em cobertura de água e redução de destinação inadequada de resíduos, mas convive com perdas hídricas elevadas, coleta de lixo aquém da média nacional e trajetória ascendente nas emissões de energia e resíduos. A combinação desses fatores recomenda priorização de investimentos em eficiência da rede de água e em ampliação/qualificação da coleta e destinação de resíduos, de modo a reverter a pressão emissora e melhorar a posição relativa do município frente aos parâmetros nacionais.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

92.1%

2022

73
7.9% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

46.5%

2022

19
22.6% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.0%

2022

42
24.3% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.8%

2022

33
41.2% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

537.392 tCO₂e

2024

19
43.8% no período

Emissões de resíduos

SEEG

9.596 tCO₂e

2024

35
26.7% no período

Emissões de energia

SEEG

57.335 tCO₂e

2024

27
68.9% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.