São Domingos do CaririPB
2.676 habitantes · IBGE 2513943
Resumo socioambiental
São Domingos do Cariri/PB apresenta quadro socioambiental misto, com avanços no abastecimento de água e retrocesso relevante no tratamento de esgoto. A cobertura de água atingiu 78,0% em 2022, crescimento de 18,5% desde 2008 e acima da mediana nacional (76,5%) e próxima à média estadual (77,2%), posicionando o município no percentil 52. Já a coleta de esgoto chegou a 80,1% em 2021, superando a UF (64,8%), mas o tratamento de esgoto caiu de 100% (2013-2017) para 0,0% desde 2018, indicando desativação ou falha operacional da ETE existente — situação preocupante mesmo havendo 1 unidade registrada em 2020, já que a estação parece não estar operando adequadamente. Esse descompasso entre coletar e não tratar o esgoto é o ponto mais crítico do diagnóstico ambiental local.
A perda de água na distribuição, de 26,9% em 2022, é inferior à mediana nacional (29,9%) e à UF (37,3%), mas a série mostra oscilação expressiva, com picos de 42,7% (2020) e 39,5% (2021), sugerindo fragilidade operacional recorrente na rede. No âmbito de resíduos sólidos, o quadro é mais grave: 42,6% dos domicílios têm destino inadequado de resíduos (2022), muito acima da mediana nacional (14,9%) e da UF (15,4%), colocando o município no percentil 88 — entre os piores do país nesse quesito. Essa deficiência de destinação é coerente com o aumento de 23,4% nas emissões de resíduos (SEEG), que chegaram a 1.079 tCO₂e em 2024, mesmo com a cobertura de coleta domiciliar em apenas 57,3%, bem abaixo da mediana nacional (76,9%).
Em termos climáticos, o município apresenta pegada de emissões muito baixa em comparação ao país: as emissões totais de GEE somaram 8.422 tCO₂e em 2024, com queda acentuada de 53,8% desde o pico de 2017, e percentil 4 nacional — ou seja, entre os menores emissores do Brasil. As emissões de energia, embora tenham mais que dobrado desde 2010 (1.439 tCO₂e, +118,1%), permanecem marginais no contexto nacional (percentil 4). Já os eventos climáticos extremos registrados em 2016 mostram o município exposto a riscos hídricos: 3 registros de cheia e 16 de seca observada colocam a localidade nos percentis 93 e 96 nacionais, respectivamente, indicando vulnerabilidade histórica a extremos hidrológicos, reforçada pelo índice de segurança hídrica projetado (3,0 para 2035), abaixo da mediana nacional (4,0).
Em síntese, o município avançou no acesso à água e à coleta de esgoto, mas enfrenta lacunas estruturais graves em tratamento de esgoto e destinação de resíduos sólidos, enquanto mantém pegada climática baixa e exposição histórica relevante a extremos de cheia e seca. A recuperação da operação da ETE e a ampliação da coleta e destinação adequada de resíduos são as prioridades de gestão mais urgentes indicadas pelos dados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
49.3%
2024
Coleta de esgoto
SNIS/SINISA
43.5%
2024
Tratamento de esgoto
SNIS/SINISA
0.0%
2024
ETEs no município
ANA Atlas Esgotos
1
2020
Perda de água
SNIS/SINISA
4.1%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
57.3%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
42.6%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
8.422 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
1.079 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
1.439 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
3
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
16
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
