São Domingos do MaranhãoMA

35.221 habitantes · IBGE 2110708

IA

Resumo socioambiental

São Domingos do Maranhão apresenta quadro de saneamento crítico e defasado em relação ao restante do país. A cobertura de água atingiu 53,3% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média estadual (59,6%), posicionando o município no percentil 23 — ou seja, pior que a maioria dos municípios brasileiros. Mais grave é a perda de água na distribuição, que chegou a 71,3% em 2022, mais que o dobro da mediana nacional (29,9%) e muito acima da UF (56,3%), colocando o município no percentil 97 de ineficiência. Esse desperdício elevado indica que parte relevante do investimento em captação e tratamento se perde antes de chegar à população, comprometendo a efetividade de qualquer expansão da cobertura.

O saneamento de esgoto e resíduos sólidos segue padrão semelhante de vulnerabilidade. Apenas 53,2% dos domicílios tinham coleta adequada em 2022, e o destino inadequado de resíduos ainda atingia 41,1% das residências, quase três vezes a mediana nacional (14,9%) e bem acima da UF (29,4%), no percentil 86. Essa deficiência estrutural se reflete diretamente nas emissões de resíduos, que cresceram +41,1% desde 2010 e alcançaram 14.419 tCO₂e em 2024 — valor 2,5 vezes superior à mediana nacional (5.787 tCO₂e), evidenciando a relação entre baixa gestão de resíduos e aumento das emissões associadas.

No balanço geral de gases de efeito estufa, o município emitiu 1.459.053 tCO₂e em 2024, dez vezes acima da mediana nacional (138.513 tCO₂e), situando-se no percentil 93. Apesar da redução de -9,3% desde 2010, o padrão é de oscilação e não de tendência consistente de queda. Chama atenção o salto nas emissões de energia, que mais que dobraram (+114,0%) na década, atingindo 109.582 tCO₂e em 2024, sinalizando maior consumo energético sem correspondente ganho de eficiência.

Quanto a eventos hídricos extremos, os dados de 2016 registram ausência de cheias, mas 3 ocorrências de seca observada, acima da mediana nacional (0). O índice de segurança hídrica projetado para 2035 é de 3,000, abaixo da mediana nacional (4,000), embora superior à média estadual (2,714), no percentil 50. Esse cenário reforça a necessidade de investimentos estruturantes em infraestrutura hídrica e de saneamento, dado que as fragilidades atuais tendem a se agravar frente a eventos climáticos futuros.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

40.0%

2024

12
12.4% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

67.4%

2024

7
15.2% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

53.2%

2022

18
11.8% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

41.1%

2022

14
21.6% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

1.459.053 tCO₂e

2024

7
9.3% no período

Emissões de resíduos

SEEG

14.419 tCO₂e

2024

24
41.1% no período

Emissões de energia

SEEG

109.582 tCO₂e

2024

18
114.0% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

3

2016

32
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.