São DomingosPB
2.636 habitantes · IBGE 2513968
Resumo socioambiental
São Domingos/PB apresenta quadro socioambiental preocupante, com déficits estruturais em saneamento básico que superam significativamente os padrões nacionais. A cobertura de água atingiu 41,5% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 73,2% e da média estadual de 59,5%, embora tenha evoluído positivamente desde 2020 (34,8%), com crescimento de 19,3% no período. Já a coleta de resíduos domiciliares alcança apenas 46,0% dos domicílios (2022), também aquém da mediana nacional (76,9%) e da UF (79,6%), posicionando o município no percentil 12 — entre os piores do país nesse quesito.
O dado mais crítico é o destino inadequado de resíduos domiciliares, que atinge 54,0% dos domicílios em 2022, valor extremamente superior à mediana nacional (14,9%) e à média da Paraíba (15,4%), colocando o município no percentil 95 — ou seja, entre os piores 5% do Brasil. Ainda que tenha havido melhora relativa desde 2010 (65,6%), a magnitude do problema permanece grave e ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora tenham caído 20,3% desde 2010 (de 6.140 para 4.894 tCO₂e em 2024), ainda representam a maior fatia das emissões municipais de GEE, hoje próximas da mediana nacional (6.191 tCO₂e, percentil 41).
Em contrapartida, a perda de água na distribuição é praticamente nula (0,1% em 2022), valor excepcionalmente melhor que a mediana nacional (29,1%) e a média estadual (41,7%), sugerindo eficiência técnica na rede existente, ainda que de cobertura limitada. As emissões totais de GEE do município somaram 30.854 tCO₂e em 2024, com trajetória de alta desde 2010 (+68,5%), mas ainda distantes da mediana nacional (138.513 tCO₂e) e infinitamente menores que o total estadual, mantendo o município no percentil 12 nacional — ou seja, entre os menores emissores do país.
Do ponto de vista hidrológico, os registros ANA de 2016 indicam ausência de eventos de cheia, mas 11 registros de seca observada, número que posiciona o município no percentil 88 nacional, indicando maior vulnerabilidade à estiagem em relação à média do Brasil. Para os gestores, a prioridade evidente é a ampliação da cobertura de coleta de resíduos e correção da destinação inadequada, dado seu duplo impacto — na saúde pública e nas emissões de GEE —, associada à continuidade dos investimentos em expansão da rede de água, mantendo os ganhos de eficiência já obtidos.
Gerado em 10/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
41.5%
2022
Perda de água
SNIS/SINISA
0.1%
2022
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
46.0%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
54.0%
2022
Clima
Emissões de GEE
SEEG
30.854 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
4.894 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
730 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
0
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
11
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.
