São Félix de BalsasMA

4.495 habitantes · IBGE 2110807

IA

Resumo socioambiental

São Félix de Balsas/MA apresenta quadro socioambiental crítico em saneamento e uma trajetória preocupante de emissões. A cobertura de água tratada caiu a 0,0% em 2024, após anos oscilando entre 12% e 13%, posicionando o município no percentil 1 nacional e muito abaixo da mediana do país (73,2%) e da média estadual (53,5%). A perda de água, embora tenha recuado para 17,7% em 2024 (variação de -80,7% frente ao pico histórico), ainda reflete instabilidade operacional relevante ao longo da série, com oscilações abruptas entre 0% e mais de 90% em anos anteriores.

No saneamento de resíduos, apenas 19,0% dos domicílios tinham coleta em 2022, também no percentil 1 nacional, ante mediana de 76,9% no Brasil e 65,5% no Maranhão. Como consequência direta, 55,1% dos domicílios ainda tinham destino inadequado de resíduos no mesmo ano — percentil 95, ou seja, entre as situações mais graves do país, apesar da melhora em relação a 2010 (85,4%). Essa carência estrutural de coleta ajuda a explicar por que as emissões de resíduos, embora baixas em termos absolutos (1.634 tCO₂e em 2024, percentil 7), cresceram 84,2% desde 2010, acompanhando o aumento populacional e a ausência de gestão adequada.

O dado mais alarmante do dossiê é a trajetória de emissões totais de GEE, que saltaram de 186 mil tCO₂e em 2010 para 2.706.765 tCO₂e em 2024 — alta de 1.353%, colocando o município no percentil 96 nacional, muito acima da mediana brasileira (138.513 tCO₂e). As emissões de energia também dispararam, de 1.044 tCO₂e (2010) para 16.796 tCO₂e (2024), variação de +1.509,5%, embora ainda próximas da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Esse crescimento sugere forte pressão de uso do solo e mudança de cobertura vegetal como principal driver, dado que o componente de resíduos é marginal frente ao total emitido.

Em síntese, São Félix de Balsas combina infraestrutura de saneamento básico extremamente deficitária — com cobertura de água nula e coleta de resíduos incipiente — com uma escalada acentuada de emissões de GEE, indicando urgência de investimentos simultâneos em abastecimento de água, gestão de resíduos sólidos e controle das fontes de emissão, sob risco de agravamento tanto da qualidade de vida da população quanto do perfil climático do município.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

0.0%

2024

1
100.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

17.7%

2024

81
80.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

19.0%

2022

1
30.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

55.1%

2022

5
35.5% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

2.706.765 tCO₂e

2024

4
1353.0% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.634 tCO₂e

2024

93
84.2% no período

Emissões de energia

SEEG

16.796 tCO₂e

2024

52
1509.5% no período

Registros de cheia

ANA

1

2016

24
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.