São Félix de MinasMG

3.252 habitantes · IBGE 3161056

IA

Resumo socioambiental

São Félix de Minas/MG apresenta quadro crítico em saneamento básico. A cobertura de água atingiu 59,0% em 2022, bem abaixo da mediana nacional de 76,5% e do valor mineiro de 84,3% (percentil 29), com trajetória oscilante desde 2008. Mais grave é a perda de água na distribuição, que saltou para 48,3% em 2022 — variação de +396,5% desde 2008 —, superando tanto a mediana nacional (29,9%) quanto a média estadual (35,0%), posicionando o município no percentil 83 (pior desempenho relativo). Esse desperdício expressivo sugere problemas estruturais na rede que comprometem a eficiência do sistema, mesmo com cobertura já limitada.

O cenário de esgotamento sanitário é ainda mais preocupante. A coleta de esgoto recuou de índices próximos a 100% (2016-2018) para 72,5% em 2021, queda de -23,8%, e o tratamento de esgoto zerou completamente em 2022 (0,0%), interrompendo um patamar histórico de mais de 40% observado entre 2009 e 2013. Isso significa que, apesar de existir uma ETE registrada no município (2020), o esgoto coletado não está sendo tratado, com todo o volume lançado sem tratamento — situação abaixo da mediana nacional (37,7%) e estadual (44,5%). Essa lacuna dialoga com o percentual de destino inadequado de domicílios, que embora tenha caído de 36,8% (2010) para 24,7% (2022), ainda é significativamente superior à mediana nacional (14,9%) e ao índice mineiro (7,4%), colocando o município no percentil 67 entre os piores.

Em emissões de gases de efeito estufo, o município mantém-se em posição relativamente favorável frente ao país: as emissões totais somaram 53.103 tCO₂e em 2024, muito abaixo da mediana nacional (138.513 tCO₂e), resultando no percentil 22. As emissões por resíduos, contudo, cresceram +40,6% na década (1.943 tCO₂e em 2024), reflexo direto da fragilidade do sistema de coleta e tratamento de esgoto e resíduos já descrita. As emissões de energia também avançaram fortemente (+76,8%), atingindo 2.609 tCO₂e, embora ainda distantes da mediana nacional (18.929 tCO₂e).

Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, o que não permite avaliar tendências recentes de risco hidrológico. Em síntese, o município enfrenta desafios estruturais concentrados no saneamento — especialmente a ausência total de tratamento de esgoto e as elevadas perdas de água —, que exigem investimento prioritário, enquanto o desempenho em emissões de GEE permanece comparativamente favorável em relação ao cenário nacional e estadual.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

58.1%

2024

29
6.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

44.4%

2024

36
53.4% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2024

24
100.0% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

1

2020

77
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

25.0%

2024

61
141.7% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

72.2%

2022

42
14.4% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

24.7%

2022

33
32.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

53.103 tCO₂e

2024

78
10.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

1.943 tCO₂e

2024

89
40.6% no período

Emissões de energia

SEEG

2.609 tCO₂e

2024

90
76.8% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.