São Félix do AraguaiaMT
14.332 habitantes · IBGE 5107859
Resumo socioambiental
São Félix do Araguaia/MT apresenta situação socioambiental mista, com avanços recentes em saneamento ofuscados por um perfil de emissões atípico e elevado. A cobertura de água atingiu 83,6% em 2022, bem acima do início da série (56,9% em 2009), mas em queda frente aos picos de 2020-2021 (91,9% e 91,7%); ainda assim, o município supera a mediana nacional (76,5%) e está no percentil 61. A perda de água, de 21,0% em 2022, é inferior à mediana do país (29,9%) e à média estadual (40,5%), indicando gestão da distribuição relativamente eficiente, embora a série mostre grande volatilidade histórica (chegou a 57,1% em 2010).
O saneamento básico, contudo, revela fragilidades. A coleta de resíduos domiciliares alcançou 67,9% em 2022, abaixo da mediana nacional (76,9%) e do valor de Mato Grosso (84,7%), posicionando o município no percentil 36. Coerente com essa lacuna, o destino inadequado de resíduos ainda atinge 28,6% dos domicílios — quase o dobro da mediana nacional (14,9%) e mais que o triplo do padrão estadual (11,2%), colocando o município no percentil 72 (pior situação relativa). Essa defasagem na gestão de resíduos sólidos se reflete nas emissões do setor, que cresceram +41,8% entre 2010 e 2024, atingindo 6.215 tCO₂e — patamar praticamente equivalente à mediana nacional (6.191 tCO₂e), mas em trajetória de alta constante, ao contrário do esperado diante da redução do destino inadequado ao longo da década.
O dado mais crítico é o de emissões totais de GEE: mesmo após queda de -17,5% frente a 2023, o município fechou 2024 com 3.012.947 tCO₂e, valor que supera em muito a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando São Félix do Araguaia no percentil 97 — entre os municípios mais emissores do Brasil. A série é marcada por oscilações extremas (de 3,6 milhões em 2010 a picos de 11,2 e 12,4 milhões em 2022-2023), sugerindo forte influência de mudanças no uso da terra e desmatamento, típicas da região amazônica/matogrossense. As emissões de energia também chamam atenção, com salto de +1430,6% desde 2010, muito acima da mediana nacional, embora a matriz de biomassa permaneça estagnada em 408 kW desde 2010, sem qualquer expansão.
Em síntese, o município evoluiu positivamente no acesso à água e no controle de perdas, mas enfrenta déficit relevante em coleta e destinação de resíduos, o que já pressiona as emissões desse setor. O dado mais preocupante, entretanto, é o volume e a volatilidade das emissões totais de GEE, que colocam o município entre os mais críticos do país e demandam investigação mais aprofundada sobre uso da terra e desmatamento, tema não coberto diretamente pelos indicadores de saneamento aqui apresentados.
Gerado em 09/07/2026
Saneamento
Governança do saneamento
Infraestrutura de saneamento
Cobertura de água
SNIS/SINISA
58.9%
2024
Perda de água
SNIS/SINISA
4.5%
2024
Resíduos
Domicílios com coleta
IBGE Censodomiciliar
67.9%
2022
Destino inadequado (domicílios)
IBGE Censodomiciliar
28.6%
2022
Energia
Matriz energética
SIGA · 2024
408 kW
Fontes limpas (% matriz)
ANEEL (SIGA)
100.0%
2024
Clima
Emissões de GEE
SEEG
3.012.947 tCO₂e
2024
Emissões de resíduos
SEEG
6.215 tCO₂e
2024
Emissões de energia
SEEG
132.312 tCO₂e
2024
Registros de cheia
ANA
1
2016
Seca observada (ANA/SUM)
ANA
0
2016
Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.
