São FernandoRN

3.600 habitantes · IBGE 2411809

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Resumo socioambiental

São Fernando/RN apresenta em 2024 cobertura de água de 77,2%, acima da mediana nacional (73,2%) e do estado (75,1%), posicionando o município no percentil 56. No entanto, essa cobertura vem de uma trajetória instável, com picos de 100% entre 2018-2021 seguidos de queda acentuada — sinal de descontinuidade operacional relevante. A perda de água na distribuição chegou a 47,9%, bem acima da mediana nacional (29,1%) e do RN (40,7%), colocando o município no percentil 81 (pior faixa), o que indica ineficiência crescente na rede, já que em 2016 essa perda era de apenas 4,8%.

No saneamento de esgoto, a coleta atingiu 72,2% em 2024, superior à mediana nacional (59,9%) e muito acima da UF (33,8%), mas com queda de -18,5% frente aos quase 100% registrados entre 2020-2021. O tratamento também recuou para 57,3%, ainda assim acima da mediana nacional (33,3%) e estadual (39,8%), refletindo desempenho relativamente bom em comparação regional, apesar da forte deterioração desde 2014 (95,8%). Essa perda de qualidade no tratamento é coerente com o aumento das emissões de resíduos, que somaram 2.805 tCO₂e em 2024 (+105,5% desde 2010), embora ainda abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), no percentil 23. Pelo Censo 2022, o destino inadequado de dejetos ainda atinge 22,9% dos domicílios, patamar superior à mediana nacional (14,9%) e ao RN (9,3%), evidenciando que a expansão da coleta formal não eliminou soluções precárias em parte dos domicílios.

As emissões totais de GEE dispararam para 118.097 tCO₂e em 2024, alta de 390,4% desde 2010, com destaque para o setor de energia, que saltou de 374 para 5.851 tCO₂e no período (+1.462,5%), provavelmente associado à eletrificação ou geração local. Apesar do crescimento expressivo, o município permanece abaixo da mediana nacional em emissões totais (138.513 tCO₂e) e de resíduos e energia, situando-se nos percentis 45, 23 e 24, respectivamente — ou seja, cresce rápido, mas parte de patamar baixo. Os registros de seca (8 ocorrências em 2016) indicam exposição a estresse hídrico, o que reforça a necessidade de reduzir as perdas de água, hoje elevadas, para garantir resiliência do sistema de abastecimento.

Em síntese, São Fernando mantém indicadores de saneamento comparativamente favoráveis frente ao Brasil e ao RN, mas exibe sinais de retrocesso recente na gestão hídrica e de esgoto, com aumento simultâneo de perdas de água, queda no tratamento de esgoto e crescimento acelerado das emissões, sugerindo a necessidade de investimentos em manutenção de redes e monitoramento ambiental para reverter essa tendência.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

77.2%

2024

56
14.3% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

72.2%

2024

61
18.5% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

57.3%

2024

66
40.2% no período

ETEs no município

ANA Atlas Esgotos

2

2020

89
0.0% no período

Perda de água

SNIS/SINISA

47.9%

2024

19
5.4% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

73.0%

2022

44
3.5% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

22.9%

2022

36
22.3% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

118.097 tCO₂e

2024

55
390.4% no período

Emissões de resíduos

SEEG

2.805 tCO₂e

2024

77
105.5% no período

Emissões de energia

SEEG

5.851 tCO₂e

2024

76
1462.5% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

8

2016

17
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.