São Francisco de ItabapoanaRJ

47.368 habitantes · IBGE 3304755

IA

Resumo socioambiental

São Francisco de Itabapoana apresenta quadro de saneamento crítico e destoante do padrão nacional. A cobertura de água atingiu 61,9% em 2024, abaixo da mediana brasileira (73,2%) e muito aquém do patamar fluminense (90,6%), posicionando o município no percentil 35 — apesar de recuperação recente, a série histórica mostra oscilações abruptas, com queda a 33,5% em 2021 antes da retomada. A perda de água, embora tenha caído de 61,3% (2017) para 35,2% (2024), ainda supera a mediana nacional (29,1%), embora fique próxima da UF (39,8%), indicando ineficiência operacional persistente na distribuição.

O cenário de esgotamento sanitário é o ponto mais grave do dossiê: a coleta de esgoto está estagnada em 1,9% (2018), contra mediana nacional de 59,9% e UF de 64,7%, e o tratamento é nulo (0,0%) desde 2010, enquanto o Brasil trata em mediana 33,3% e o Rio de Janeiro 52,9%. Essa ausência quase total de infraestrutura de esgoto contrasta com a melhoria na coleta domiciliar de resíduos sólidos, que passou de 76,1% (2010) para 83,5% (2022), acima da mediana nacional (76,9%) e próxima da UF (84,0%), e com a redução expressiva do destino inadequado de resíduos domiciliares, de 23,9% para 6,4% no mesmo período — ainda assim, o percentil 30 mostra que o município permanece pior que a maior parte do país e distante do padrão estadual (2,0%).

Do ponto de vista de emissões, o município reduziu suas emissões totais de GEE em 30,7% desde 2010, fechando 2024 em 387.709 tCO₂e, mas esse valor ainda é quase três vezes a mediana nacional (138.513 tCO₂e), posicionando o município no percentil 76. Chama atenção o crescimento das emissões de resíduos (+17,5% desde 2010, atingindo 34.090 tCO₂e em 2024, percentil 90) e de energia (+13,0%, 66.186 tCO₂e, percentil 75), ambas muito acima das medianas nacionais — o aumento em resíduos é coerente com a ausência de tratamento de esgoto e reforça a pressão ambiental do saneamento deficiente sobre o balanço de emissões municipal.

Em infraestrutura energética renovável, a potência eólica instalada está estável em 28 MW desde 2010, sem nenhuma expansão na década, abaixo da mediana nacional (126 MW) e no percentil 16, sinalizando estagnação do potencial eólico local. Os registros de eventos extremos de 2016 (6 cheias e 2 secas) situam o município nos percentis 99 e 64 nacionais respectivamente, indicando vulnerabilidade hidroclimática relevante que, combinada à baixa cobertura de saneamento, amplia os riscos à saúde pública e ao meio ambiente local.

Gerado em 10/07/2026

Saneamento

Governança do saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

61.9%

2024

35
61.0% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

1.9%

2018

11.6% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2021

Perda de água

SNIS/SINISA

35.2%

2024

37
31.1% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

83.5%

2022

63
9.6% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

6.4%

2022

70
73.1% no período

Energia

Matriz energética

SIGA · 2024

28 MW

Eólica

Potência eólica

ANEEL (SIGA)

28 MW

2024

16
0.0% no período

Fontes limpas (% matriz)

ANEEL (SIGA)

100.0%

2024

0.0% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

387.709 tCO₂e

2024

24
30.7% no período

Emissões de resíduos

SEEG

34.090 tCO₂e

2024

10
17.5% no período

Emissões de energia

SEEG

66.186 tCO₂e

2024

25
13.0% no período

Registros de cheia

ANA

6

2016

1
0.0% no período

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

2

2016

36
0.0% no período

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 10/07/2026.