São Francisco de SalesMG

5.857 habitantes · IBGE 3161304

IA

Resumo socioambiental

São Francisco de Sales/MG apresenta um quadro socioambiental misto, com avanços em coleta de esgoto e retrocesso relevante no abastecimento de água. A cobertura de água caiu para 72,4% em 2022, queda de 24,1% frente à série histórica e abaixo da mediana nacional (76,5%) e da média mineira (84,3%), posicionando o município no percentil 45. Em contrapartida, a coleta de esgoto atinge 99,5% (2021), bem acima da mediana nacional (87,8%) e do estado (85,0%), colocando o município no percentil 70. Contudo, esse avanço na coleta não se traduz em despoluição: o tratamento de esgoto é 0,0% desde 2015, enquanto a mediana nacional já alcança 37,7% e a mineira 44,5% — ou seja, todo o esgoto coletado é lançado sem tratamento, um gargalo crítico que contrasta com a boa cobertura de coleta.

A perda de água na distribuição também preocupa: 21,0% em 2022, com alta de 4,6% no período, embora ainda esteja abaixo da mediana nacional (29,9%) e da mineira (35,0%), garantindo percentil 26 (favorável relativamente). Já os indicadores domiciliares do Censo mostram melhora: a coleta de resíduos em domicílios subiu para 80,9% (2022), superando a mediana nacional (76,9%), e o destino inadequado de resíduos caiu para 14,3%, redução expressiva de 35,9% desde 2010, ficando muito próximo da mediana nacional (14,9%), ainda que distante do patamar mineiro (7,4%).

Do ponto de vista de emissões, o município registrou 457.535 tCO₂e em 2024, com leve alta de 0,5% e percentil 78 nacional — ou seja, emite mais que a maioria dos municípios brasileiros, refletindo provavelmente o perfil rural/agropecuário típico da região. As emissões de resíduos, por outro lado, caíram 11,0% no período, para 3.608 tCO₂e, abaixo da mediana nacional (6.191 tCO₂e), indicando coerência com a melhora na destinação domiciliar de resíduos. Já as emissões de energia cresceram 15,7%, para 7.699 tCO₂e, embora ainda abaixo da mediana nacional (18.929 tCO₂e). Não há registros de eventos de cheia ou seca reportados pela ANA em 2016, sem indicativo de estresse hídrico extremo no período monitorado.

Em síntese, o município evoluiu na universalização da coleta de esgoto e na gestão de resíduos domiciliares, mas enfrenta desafios estruturais relevantes: queda persistente na cobertura de água, ausência total de tratamento de esgoto e aumento das perdas hídricas e das emissões de energia. A prioridade de investimento deveria mirar o tratamento de esgoto — hoje nulo apesar da alta coleta — e a recuperação da cobertura e eficiência do sistema de abastecimento de água.

Gerado em 09/07/2026

Saneamento

Infraestrutura de saneamento

Cobertura de água

SNIS/SINISA

72.7%

2024

49
3.1% no período

Coleta de esgoto

SNIS/SINISA

100.0%

2023

0.0% no período

Tratamento de esgoto

SNIS/SINISA

0.0%

2023

Perda de água

SNIS/SINISA

8.8%

2024

95
16.0% no período

Resíduos

Domicílios com coleta

IBGE Censodomiciliar

80.9%

2022

58
4.2% no período

Destino inadequado (domicílios)

IBGE Censodomiciliar

14.3%

2022

51
35.9% no período

Clima

Emissões de GEE

SEEG

457.535 tCO₂e

2024

22
0.5% no período

Emissões de resíduos

SEEG

3.608 tCO₂e

2024

69
11.0% no período

Emissões de energia

SEEG

7.699 tCO₂e

2024

70
15.7% no período

Registros de cheia

ANA

0

2016

47

Seca observada (ANA/SUM)

ANA

0

2016

50

Fontes: SNIS/SINISA, SEEG, ANEEL, IBAMA, PNCP e IBGE. Resumo gerado por IA a partir dos dados do Atlas — confira sempre na fonte oficial. Resumo atualizado em 09/07/2026.